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LEITOS DE UTI

Maioria das internações em leitos de UTI nas macrorregiões de MS não é de pacientes com Covid-19

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) já afirmou em uma de suas lives que grande parte dos casos internados são decorrentes de pessoas envolvidas em acidentes ou em brigas após ingerir bebidas alcoólicas

4 agosto 2020 - 15h30Carlos Ferreira
A atual ocupação é de 91% em Campo Grande
A atual ocupação é de 91% em Campo Grande - (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Em meio à discussão de decretar ou não lockdown na Capital, o boletim divulgado hoje (4) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES), alertou que a maioria dos pacientes internados nos leitos de UTI das principais macrorregiões de MS não são de pessoas com coronavírus.

Na macrorregião de Campo Grande, dos 234 leitos de UTI ofertados, 43% são de pacientes confirmados com o vírus, 4% são de suspeitos e 44% são de internações não Covid-19. A atual ocupação é de 91%.

O prefeito já afirmou em uma de suas lives que grande parte dos casos internados são decorrentes de pessoas envolvidas em acidentes ou em brigas após ingerir bebidas alcoólicas. "Nos últimos dias, pessoas foram para a UTI devido a acidentes, todos acontecidos à noite. Precisamos diminuir o número de pessoas nas ruas na madrugada e o comércio aberto estimula a ingestão de bebidas alcoólicas”, diz.

Na macrorregião de Dourados, dos 107 leitos de UTI ofertados, 17% são de casos confirmados, 12% suspeitos de Covid-19 e 28% de pacientes sem o diagnóstico. A atual ocupação é de 57%.

Na macrorregião de Três Lagoas, dos 55 leitos de UTI disponíveis, 9% são de casos confirmados, 0% de suspeitos e 15% de pacientes com outros traumas. A atual ocupação é de 24%.

Na macrorregião de Corumbá há um empate. Dos 22 leitos ofertados, 41% são de casos confirmados, 0% de suspeitos e 41% de pacientes não Covid-19. A ocupação é de 82%.

Lotação - Segundo o estudo da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), é estimado para o dia 16 de agosto a superlotação dos leitos na Capital.

“Esses resultados mostram a necessidade de a população continuar seguindo as orientações de especialistas da área da saúde para se manter o isolamento social sempre que possível. Este procedimento é necessário para que as quantidades registradas em uma semana estejam sempre abaixo da curva estimada. Pois somente desta maneira obteremos o desejado “achatamento” da curva e evitaremos o colapso do sistema de saúde pública da cidade de Campo Grande”, avaliam os professores Erlandson Saraiva (Inma) e Leandro Sauer  (Esan).

Para o Estado, o número de reprodução é de 1,2, conforme o Covidímetro, sendo estimado para o dia 10 de agosto o pico da doença. Em 30 de junho eram 7.965 casos, e até ontem (28) o número saltou para 22.443.

As projeções do modelo Gompertz indicam colapso do sistema público de saúde no estado em relação aos leitos de UTI para 11 de agosto.

Lockdown em Campo Grande - O documento assinado pelo defensor público-geral, Fábio Rogério Rombi da Silva da Defensoria Pública de MS, cita estudos, dados e avaliações de especialistas sobre a Covid-19 no âmbito nacional e principalmente a rápida evolução do vírus no Estado, onde a taxa de ocupação dos leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) atingiu 93,47%.

“A taxa de ocupação de leitos de UTI superior a 80% já é muito grave. Significa que em questão de poucos dias os escassos leitos remanescentes serão ocupados e a partir daí muitas vidas perecerão por falta de assistência”, relata o defensor-geral.

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