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Dengue não avança muito, mas tem 3 vírus em circulação e LIRA alto em diversos bairros da Capital

21 janeiro 2014 - 11h16

A dengue em Campo Grande sempre é preocupante, mas longe do alto índice de epidemia em 2013, este mês de janeiro ainda está 'calmo', devido as precauções que vieram sendo tomadas. Mas não significa que o fato não continue sendo grave, apesar da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) dizer que a situação está tranquila, ante ao caos a um ano, pois em alguns bairros, o LIRA (Índice de infestação) varia entre 4,2% a 5,3%, valor muito acima do nível considerado satisfatório pelo Ministério da Saúde, que é de 1%. Como também há três tipos de vírus em circulação na cidade.

Nos 20 dias de janeiro foram notificados 254 casos de dengue na Capital, onde pode ser considerado 13 casos da doença por dia. A situação é grave em bairros de classe média e alta, como no Chácara Cachoeira, Santa Fé, Autonomista, Cruzeiro, São Francisco, Guanandi, Taquarussu e Jacy.

Além do LIRA (Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes Aegypti)  alto em alguns locais, os vírus que estão em circulação no município são três: tipo 1, 2 e 4, segundo a Sesau. O tipo 3, que pode causar epidemia no próximo verão, ainda não foi encontrado neste ano.

Em 2013 foram registrados 46.448 casos notificados e 12 mortes confirmadas causadas pela doença transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti. O LIRA do mês de janeiro mostra que 2,1% dos imóveis possuem focos do transmissor da doença.

Ações e irresponsabilidade

A Prefeitura divulga que cerca de 500 agentes de Controle de Edemias trabalham no combate e na prevenção do mosquito da dengue e 1600 agentes comunitários de saúde ajudam na prevenção.

Ainda conforme o executivo municipal, seis caminhões e duas máquinas fazem a limpeza dos locais com grande acúmulo de lixo, como por exemplo, em terrenos baldios, vias públicas e depósitos.

Contudo, parte da população ainda não toma consciência e faz de sua irresponsabilidade, um problema para o poder público e a população/cidade em geral. Segundo o diretor de Controle de Vetores do CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), Alcides Ferreira, o lixo é reposto muito rápido, pois a própria população joga entulhos nos locais. "É uma questão absurda, mas não acaba, mesmo sendo limpo, locais voltam a ficar sujos rapidamente e quem passa num dia que está sujo e nem vem a limpeza, volta a passar em dois ou três dias e vem a 'suposta' mesma sujeira. É surreal, mas é real na pratica", aponta.

Serviço

Quem quiser denunciar casos que facilitam o avanço na doença na cidade pode ligar nos telefones 3313-5000 ou 3313-5001.

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