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SITUAÇÃO

Delivery não arca com todas as despesas dos bares e restaurantes, diz presidente da Abrasel/MS

12 janeiro 2021 - 11h08 Por Da Redação

Mesmo sendo uma alternativa para os empresários do ramo alimentício durante a pandemia, o disparo do uso do delivery nos bares e restaurantes não foi o suficiente para arcar com todas as despesas dos estabelecimentos. Conforme o presidente da Associação de Bares e Restaurantes  de Mato Grosso do Sul (Abrasel/MS), Juliano Wertheimer, restaurantes que tinham 15% de delivery, dobraram seu faturamento para 30%, porém o mesmo índice caiu 60%. 

O presidente citou como exemplo os grandes salões em pontos da cidade, reduzidos a uma cozinha de entrega. “Aplicativo te cobra 27% do preço de venda, busca entrega e busca pra você, 8% a 12% é a nossa margem de lucro real. Gera volume mas não gera resultado”, afirmou em entrevista ao Giro Estadual de Notícias desta terça-feira (12).

Foram mais de 3 mil demissões em Campo Grande, cenário esse que o delivery não conseguiu segurar. Algumas empresas de baixo faturamento, absorveram funcionário novamente, dando espaço a uma série de demissões no setor.

“Localmente temos conversado com Governo e prefeituras para que se tenha medidas de segurança única. Fomos a única Capital do Brasil onde não se fechou totalmente a pandemia. Aceleramos tendências como o delivery, aplicativos de mercado. Estamos aderindo cada vez mais”, comenta.

Com mais de 10 mil trabalhadores, entre garçons, cozinheiros, ajudantes de cozinha, caixas e demais, a Abrasel, solicitou ainda a inclusão desse público no grupo para receber a vacina. A Abrasel lembra que a taxa de contaminação da área é de 3,9%. O resultado, vem da pesquisa feita nos 50 maiores bares de Campo Grande .

De acordo com Wertheimer, foi muito importante frisar a iniciativa do senador Nelsinho Trad, de propor que fossem vacinados garçons, que são grupos de risco, e que Abrasel propôs que se expandisse o grupo. “A meta é que sejam beneficiados os trabalhadores de bares e restaurantes. Não somos mais especiais ou diferentes não é essa proposta, só demos mais abrangência porque estamos em contato com o público”.

Ainda segundo o presidente, o setor já caiu 40% no faturamento desde o inicio da pandemia, em 15 de março, e ainda que o setor na grande maioria respeite protocolos, alguns estabelecimentos que só atuam à noite foram estaca zero, ficando de 30 a 40 dias fechados e decretando falência dos empresários.

A entrevista completa você confere no player.