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ARTIGO

Construir 2016

3 janeiro 2016 - 07h25DA REDAÇÃO
Divulgação

E lá se vai mais um ano repleto de corrupção, impunidade, descaso com a saúde, educação em declínio, segurança quase zero, justiça vendida e vencida, as casas do povo dirigidas por corruptos que negociam o poder e debocham dos eleitores, rasgando a constituição. Não podemos esperar, sabemos, que tudo seja perfeito, mas a coisa está ruim. E pelas promessas de nossos “políticos”, muito deveria ter sido feito  e muito deixará de ser feito: infelizmente conhecemos bem a palavra de nossos "representantes" no poder.

Mas somos teimosos e não perdemos a esperança no futuro. Haveremos de ter sempre essa esperança abençoada que nos impulsiona a viver. E o próximo ano há de ser melhor. Então, estamos impregnados de esperança e de desejo de paz para iniciar o próximo ano. Precisamos iniciar uma nova era, a era da paz, da honestidade, da conscientização, da justiça verdadeira. Utopia? Sonho? Mas o sonho é esperança! Se não tivermos sonhos, o que será da esperança? E o sonho e a esperança podem e devem nos levar à realização.
Pedia eu, em uma outra crônica de fim de ano, que os homens ouvissem os poetas, pois a poesia pode torná-los melhor. É ela que, mais do que outro gênero literário, talvez, retrata os sentimentos e as emoções do ser humano. É ela, a poesia, que aguça a nossa capacidade de amar, de sermos solidários, de preservar a vida e a natureza, de cultivar a paz. Então queria poder me repetir, neste novo início de ano, e falar, novamente, de paz, de esperança, de novos tempos, e não há como falar disso sem falar de poesia. E não há como termos isso sem que trabalhemos para isso. Que a nossa vida possa ter mais poesia e que ela nos ensine, sempre e sempre, mais e mais, a realizar a paz, a viver em paz e a manter a paz. Porque somos o instrumento dela. Como já disse o poeta Drummond, para ter “um Ano Novo que mereça este nome, você tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” Devemos pensar nisso. 
E agir. Porque o novo ano deverá ser o melhor. Precisa ser e será, se tivermos convicção disso, se trabalharmos para isso.

Por Luiz Carlos Amorim – Escritor, editor e revisor, Fundador e presidente do Grupo Literário A ILHA, com 35 anos de trajetória, cadeira 19 na Academia SulBrasileira de Letras. 

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