03 de março de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
entrevista com o governador reinaldo azambuja

"Enfrentamos medidas impopulares, mas não deixamos o Estado quebrar", diz governador

Em 2020, o Mato Grosso do Sul teve o maior volume de investimentos públicos, per capita do País, com R$ 365,60 por habitante

19 dezembro 2020 - 09h30Rosana Siqueira
O governador Reinaldo Azambuja em entrevista ao Giro Estadual de Notícias do Grupo Feitosa de Comunicação
O governador Reinaldo Azambuja em entrevista ao Giro Estadual de Notícias do Grupo Feitosa de Comunicação - (Foto: Arquivo)

A pandemia de coronavírus trouxe um baque, mas não freou o crescimento do Estado. Em 2020, o Mato Grosso do Sul teve o maior volume de investimentos públicos, per capita do País, com R$ 365,60 por habitante; investiu em diversas obras diversas como pavimentações de rodovias, ruas e avenidas; implantação e ampliação de rede de esgotamento sanitário e de distribuição de água; e construções de casas e hospitais, e ainda pagou em pouco mais de um mês R$ 1,5 bilhão em salários e 13º. Ou seja, o Estado enfrentou uma crise sem precedentes na saúde, mas sai fortalecido graças ao agronegócio e gestão rigorosa do Governo do Estado. A avaliação é do governador do Estado Reinaldo Azambuja, que concedeu entrevista ao Giro Estadual de Notícias do Grupo Feitosa de Comunicação. Na entrevista abaixo ele enumera os ganhos na economia e faz previsões para 2021.

A Crítica: Neste ano de pandemia como o Governo de MS conseguiu cumprir os compromissos e ainda antecipar os pagamentos do 13º salário?
Reinaldo:
Pagar salário é obrigação todo mundo diz isso e concordamos. Mas é uma obrigação que hoje poucos estados estão dando conta de cumprir. Como conseguimos? Porque fizemos desde o início um Governo de austeridade que deu condições de fazer as reformas estruturantes que o MS precisava. Reforma administrativa, previdenciária, de teto de gastos, de ajuste fiscal das finanças públicas que possibilitou a MS além de cumprir com suas obrigações que são pagamento de salários, dia 27 a folha de novembro, dia 1º de dezembro, e depositar o 13º salário. Pela primeira vez o servidor pode escolher o dia que queria receber seu pagamento e nós respeitamos a vontade da maioria dos servidores do Estado e no primeiro dia útil de janeiro vai receber a folha de dezembro. Isso é planejamento, é organização. Enfrentamos medidas impopulares, mas não deixamos o Estado quebrar.

A Crítica: Como o sr. avalia os investimentos feitos em MS em 2020?
Reinaldo:
Se você olhar, atualmente o MS é o Estado que mais investe do País. Investimos R$ 365 por habitante neste ano, enquanto o segundo estado que é o Espírito Santo investiu R$ 257. Os investimentos estão na área de segurança, de saúde, de educação na infraestrutura e nas parcerias que construímos com 79 municípios. Então eu acho que foi algo realmente relevante ter feito estas medidas necessárias de ajuste fiscal para poder dar um resultado e deixar MS como um dos poucos estados que consegue cumprir com suas obrigações.

A Crítica: Que medidas foram tomadas para obter estes resultados positivos?
Reinaldo:
Tomamos medidas duras e até mesmo impopulares mas necessárias para não deixar o MS quebrar, em um ano de pandemia com crises vivenciadas por todos nós. A pandemia mudou perfis de gestão do mundo todo. As empresas pararam, as cidades tiveram dificuldades. Neste ano de pandemia o Brasil só vai ter cinco estados com crescimento e um dos cinco é MS. Em 2020 devemos ser o segundo positivo em crescimento no País com geração de mais de 12 mil empregos num ano difícil como este. Estes resultados apontam que valeu a pena fazer estas, medidas de austeridade fiscal e que leva o MS a estar muito diferente da maioria dos estados brasileiros.

A Crítica: O sr poderia citar alguns destes investimentos?
Reinaldo:
Foram investimentos públicos em obras estruturantes nas 79 cidades. Vamos citar Campo Grande onde fizemos a restauração da Avenida Mato Grosso, da Bandeirantes. No Aero Rancho. No Nova Lima, foram linhas de ônibus que estamos recapeando. O Guanandizão que revitalizamos e entregamos com a Copa de Vôlei, e ano que vem teremos a Liga Mundial.  Estamos fazendo obras em Paranhos, Coronel Sapucaia, balneários de Rio Verde, todo o Quadrilátero Central de Dourados, as vias públicas de Fátima do Sul. Temos investimentos ainda nos Distritos de Culturama, Inocência. Em Maracaju revitalizamos as três avenidas mais importantes da cidade. Ou seja, o Governo esteve presente e está presente porque muitas dessas obras estão em franco desenvolvimento. Recebi esta semana a informação da conclusão da alça do contorno rodoviário de Porto Murtinho, a alça que do acesso aos dois portos de riquezas de MS. Então tudo isso potencializou o Estado. Tudo feito a custa de um ajuste das contas públicas, o que faz com que o MS seja o que mais investe no Brasil diferente de outros estados brasileiros.

A Crítica: Como o sr vê a questão das queimadas este ano no Pantanal que deixaram um rastro de destruição no nosso bioma?
Reinaldo:
É um balanço difícil porque foi a maior estiagem dos últimos 50 anos. A seca trouxe incêndios terríveis, uma presença dos bombeiros e agora muito mais fortalecida. Autorizamos agora mais de R$ 30 milhões em compras para os brigadistas e bombeiros que são os caminhões tanque, os equipamentos de proteção, de aviões e etc. Então estamos nos estruturando mais. Uma parceria que eu propûs para o Ministério do Meio Ambiente, ao presidente Bolsonaro, é para a gente construir ali na divisa entre MS e MT uma base de combate aos incêndios florestais integrada. É a união MT e MS juntos, porque sempre vai ocorrer isso nos anos de estiagem. Esta é uma região extremamente complicada, de difícil o acesso por veículos, e que tem ser por barcos e aeronaves. Por isso vamos manter uma estrutura presente no Pantanal que vai ajudar muito e enfrentar estas ações. Estou autorizando mais de R$ 30 milhões em compras para os bombeiros de MS para fortalecer as estruturas no Pantanal e em demais áreas onde tivemos problemas vamos fortalecer o bombeiro militar e brigadistas, IBAMA e outros, nos anos vindouros.

A Crítica: A instalação da fábrica de celulose em Ribas do Rio Pardo já é uma realidade? Como está este empreendimento?
Reinaldo:
Não tivemos o anúncio ainda, mas as projeções e o planejamento. Sabemos que a Suzano é uma empresa de capital aberto. Por isso temos todo cuidado quando do anúncio porque isso envolve investidores nacionais e internacionais. Mas eu acredito muito nesta nova fábrica de celulose. Mas fora isso a gente está vendo uma grande expansão da agroindustrialização. Recentemente eu estive em Caarapó inaugurando mais uma indústria que transforma soja em óleo, em farelo em energia em biodiesel. Vamos ter a primeira fábrica de etanol de milho de MS que vai transformar o milho em álcool e outro subproduto riquíssimo para alimentação animal. Então isso possibilitou a abertura de mais de 6 mil novas empresas no ano de 2020. Num ano de pandemia nos tivemos crescimento de empresas e crescimento de geração de empregos. Isso é positivo porque mostra que é possível a pujança da economia de MS. O Estado se fortaleceu. Se o agronegócio cresce, os serviços e o comércio avançam. A economia cresce como um todo e as oportunidades surgem. Isso é muito importante e tem dado uma dinâmica diferente.

A Crítica: Como sr vê o próximo ano do ponto de vista econômico?
Reinaldo:
Eu estou muito satisfeito com as projeções. 2020 nos devemos ser o segundo maior PIB do Brasil em crescimento. Mas para 20221 as projeções das consultorias é que MS deve ter o maior avanço, então isso mostra uma pujança. Eu confio muito na instalação desta indústria de celulose nesta região de Ribas. Vamos aguardar quando do anúncio da empresa, porque é uma empresa que tem toda a precaução por ser de capital aberto. Mas não tenho dúvida que teremos boas notícias, bons investimentos em todas as regiões de MS para o ano de 2021.

Banner Whatsapp Desktop
Banner TCE