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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Ao prestar contas da Saúde de Campo Grande, secretário cita dificuldades mas prevê melhoras

1 junho 2017 - 09h21Da redação
Divulgação

O secretário Municipal de Saúde, Marcelo Vilela, prestou contas à Câmara Municipal, nessa quarta-feira (31), e voltou a citar as dificuldades que encontrou desde que assumiu a pasta. Segundo ele, a Sesau passa por um momento de mudanças e, a partir do segundo semestre, ‘as coisas vão acontecer’.

“Vim para contribuir e sei que posso contribuir com a ajuda de todos. Acho muito importante a participação do controle social, do Conselho. Não gosto de falar, mas assumimos algumas coisas desorganizadas e outras boas. O que é bom permanece, não se questiona”, afirmou.

“Havia um clima de perseguição dentro da Secretaria. Tinha um jeito de tratar o servidor que, infelizmente, tivemos que mexer. Tinha um sistema de plantão que está passando por auditoria. Você não organiza isso em dois ou três meses. Peguei médicos fazendo 28 plantões por mês. Isso não existe. Já esperávamos que em seis meses seria só furacão. As coisas vão acontecer a medida que o tempo passe”, garantiu.

A prestação de contas, prevista em lei, foi convocada pela Comissão Permanente de Finanças e Orçamento, composta pelos vereadores Eduardo Romero, João César Mattogrosso, Júnior Longo, Betinho e Dharleng Campos; e pela Comissão Permanente de Saúde, composta pelos vereadores Dr. Loester (presidente), Dr. Antônio Cruz (vice), Dr. Livio, Fritz e Enfermeira Cida Amaral.

Além de um debate para a Secretaria Municipal de Saúde apresentar a situação financeira do primeiro quadrimestre do ano, a audiência foi uma oportunidade para os vereadores cobrarem melhorias na área em Campo Grande.

“O que acontece até agora, e temos observado: todo o problema da saúde de Campo Grande se joga em cima do médico. Queremos uma saúde unida. Médicos, funcionários, prefeito, Secretaria, para que realmente se faça um bom trabalho. Se patrão e empregado não se bicam, não tem como fazer um bom serviço. Deve-se, sim, cobrar o que é errado. Já estamos com dificuldade de médicos para atender nos postos de saúde, e essas coisas ainda acontecem. Isso não ajuda a resolver o problema da saúde. Tem que contratar mais médicos? Tem. Se não tem, não tem como colocar a culpa no médico que está lá trabalhando. Essa é uma cobrança que recebo da classe médica”, disse o vereador Dr. Loester.

Para o vereador Valdir Gomes, o usuário da rede pública de saúde precisa de acolhimento. “Isso não acontece. Muitos funcionários concursados estão descontentes com o que ganham. As pessoas que estão lá para atender. Quem está lá fora quer ser atendido, e muitas vezes isso não acontece. A saúde, sabemos, enfrenta uma grande dificuldade. Sei do descontentamento salarial da categoria. Medidas devem ser tomadas. Tivemos duas administrações difíceis, e a grande esperança agora é de um prefeito que tenha outra visão de Campo Grande”, afirmou.

Já o vereador Delegado Wellington defendeu a integração para solucionar os problemas da saúde na Capital. “Onde, efetivamente, está sendo gasto o dinheiro na saúde? O momento agora, a notícia é uma só: não vai ter aumento. Vamos ter que ser criativos, tirar as pessoas que não querem trabalhar, e trabalhar prevenção primária. O momento agora é de criatividade. Chegou o momento de todo mundo dar as mãos. Estamos falando de uma coisa que está muito mais em nós, cidadãos, do que nas instituições. Alguém tem que sentar, planejar, ver como vamos extrair o máximo do mínimo”, sugeriu.

O vereador Dr. Lívio alertou para os números apresentados durante a prestação de contas. Segundo ele, é preciso equilibrar investimento em atenção básica e, ao mesmo tempo, “resolver algumas situações que vêm acontecendo”. “Quando pegamos as despesas com saúde, temos uma despesa liquidada de R$ 323 milhões, e 0,025% de investimento. Quase todo o valor fica com a folha de pagamento e fornecedores. Isso é histórico dentro da Sesau, mas isso precisa ser ressaltado. É um cenário que não vai mudar nos próximos anos. Precisa mudar agora para colher em 15 anos. Se você não cuidar do cenário da atenção hospitalar, vai estar na primeira página toda semana”, sugeriu.

Já a vereadora Enfermeira Cida defendeu uma gestão de excelência para gerir o SUS (Sistema Único de Saúde). “A saúde em Campo Grande é delicada. Não tem convênio melhor que o SUS, mas é preciso saber gerir. Se a saúde básica não vai bem, a Santa Casa não vai esvaziar. Tenho um atendimento muito bom nos postos, mas, quando quero resolver o problema, vou para a Santa Casa. É um sistema que precisa ser melhorado”, afirmou.

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