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Procura por procedimentos estéticos em clínicas de odontologia na Capital cresce no fim de ano

Campo Grande é casa de aproximadamente 44% de todos os profissionais credenciados em Mato Grosso do Sul

24 outubro 2020 - 08h40Geliel Oliveira
Amanhã (25) é comemorado o Dia do Dentista
Amanhã (25) é comemorado o Dia do Dentista - (Foto: Tânia Rego/ABrasil)
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Conhecida por cuidar dos sorrisos, a odontologia não parou de atuar mesmo durante a pandemia. Os profissionais comemoram não somente o Dia do Dentista amanhã (25), mas também uma alta no movimento em clínicas da Capital. De acordo com o Conselho Regional de Odontologia em MS (CRO-MS), são mais de 4.679 profissionais credenciados em todo o Estado.

Campo Grande é casa de aproximadamente 44% de todos os profissionais credenciados em Mato Grosso do Sul, somente na Capital estão alocados 2.085 profissionais. Como a maior parte das profissões voltadas a saúde, a rede particular não foi interrompida ou afastada do trabalho.

Como boa parte de todos os comércios e serviços, a dentista Monize Amabille também sentiu os impactos da pandemia nos negócios, no começo da pandemia o fluxo diminuiu bastante em todas as áreas, mas já registra alta. “Alguns se assustavam com o valor, pois estávamos no meio da pandemia e tudo ainda era incerto, até mesmo os empregos. Pelo menos nessas duas semanas o movimento está voltando, e pessoas marcando as consultas para o final do ano”, comemora.

Segundo a presidente do CRO-MS, Silvania Silvestre, a odontologia não cuida apenas da saúde bucal, a cerca de um ano dentistas conseguiram na justiça o direito de realizar operações estéticas como a lipoplastia facial, harmonização facial, aplicação de botox e lentes de contato além do preenchimento labial e gengivectomia.

A presidente do CRO-MS, Silvania Silvestre

“A odontologia sempre teve a capacidade de atender aos processos cirúrgicos, caso você caia de moto e quebre a face, quem cuidará desse processo de reconstrução é um cirurgião dentista, em outros casos como lábio leporino, a reconstrução também é feita pela área”, completa Silvestre.

Por muito tempo, médicos e dentistas lutam na justiça pela liberdade para fazer procedimentos estéticos. O último embate, no entanto, ocorreu em 29 de janeiro de 2019. Na época, o Conselho Federal de Odontologia (CFO) publicou a Resolução 198/2019. O documento estabelece a harmonização orofacial como um “conjunto de procedimentos realizados pelo cirurgião-dentista em sua área de atuação”. Um dos argumentos utilizados segundo o CRO-MS foi a exclusividade de mercado.

Para Amabille, os processos ganhos para o atendimento de procedimentos estéticos contribuíram para uma maior diversidade de marcado. “Passamos a atender um público um pouco mais generalizado. A parte boa de fazer a harmonização facial com um dentista é que não é apenas um único processo, fazemos o procedimento completo como harmonização orofacial”.

“Nossos horários estão mais espaçados diante a pandemia, mas o cirurgião dentista sempre trabalhou com as regras de biossegurança bem rígidas, temos algumas coisas que podem entrar pra ficar como o 'face shield', era algo que não utilizávamos”, finaliza a dentista.

De acordo com o conselho, a odontologia sempre teve compromisso com a higiene como qualquer outra área da saúde, o que houve de novo, foram as regras básicas de biossegurança como o distanciamento entre os pacientes e o uso de outros EPIs como o 'face shield'. Silvestre, brinca ainda com as mudanças que vieram para ficar. “Há 40 anos fazíamos alguns procedimentos sem luvas, hoje isso é inadmissível”.

O levantamento do IBGE revelou que, em 2019 menos da metade das pessoas de 18 anos ou mais de idade haviam visitado o dentista em um período de 12 meses anteriores à pesquisa, foram 49,5% das pessoas homens e 50,5% mulheres.

Segundo o CRO-MS é importante que durante a pandemia a saúde bucal esteja em dia, uma infecção pode tornar todo o processo mais difícil caso contraído a Covid-19. Ainda segundo o conselho, as chances de contrair coronavírus são maiores fora do consultório.

Uma pesquisa publicada pela Revista California Dental Association Journal destaca que, a periodontite e problemas gengivais se tornaram um fatores de risco da Covid-19. Pois tem grande impacto nas infecções respiratórias geradas pelo novo coronavírus. A pesquisa indica que o vírus é mais grave na presença de inflamação causada pela doença gengival, sendo a periodontite uma comorbidade para a Covid-19.

Silvestre comentou ainda da dificuldade para a fiscalização dos consultórios não credenciados. “As pessoas devem ficar atentas aos consultórios, uma das maiores dificuldades na fiscalização de consultórios clandestinos ou não registrados fica na denúncia, a população nos informa sobre algumas localidades, mas algumas vezes faltam os dados do lugar”.

Para quem tiver conhecimento de alguma clínica que esteja trabalhando ilegalmente, é possível fazer denúncias pelo site do Conselho (CRO-MS), no www.croms.org.br.

“As pessoas não precisam ficar com medo de ir aos consultórios, estamos prontos para receber todos com os protocolos de segurança”, finaliza a presidente.

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