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Ações de combate ao suicídio são realizadas com reeducandos da capital

Na “Caixa do Desabafo”, podem escrever suas experiências cotidianas e situações geradoras de sofrimento psíquico

16 setembro 2020 - 05h09
Na “Caixa do Desabafo”, podem escrever suas experiências cotidianas e situações geradoras de sofrimento psíquico
Na “Caixa do Desabafo”, podem escrever suas experiências cotidianas e situações geradoras de sofrimento psíquico - (Foto: Divulgação/Governo do Estado de MS)

Com criatividade e preocupação com uma questão social sensível, a campanha Setembro Amarelo tem sido desenvolvida junto aos reeducandos da Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen). As ações são voltadas à prevenção e combate ao suicídio, bem como identificação de fatores de risco e protetores que busquem a redução dos pensamentos autodestrutivos.

No Instituto Penal de Campo Grande (IPCG), a equipe psicossocial elaborou um projeto que utiliza recursos onde os internos possam expressar suas angústias e sentimentos. Na “Caixa do Desabafo”, podem escrever suas experiências cotidianas e situações geradoras de sofrimento psíquico, tendo a liberdade de se identificar ou não.

Outra técnica de apoio é a “Caixa dos Pensamentos Positivos”, disponíveis em cada pavilhão, contendo pensamentos e palavras que expressam acolhimento, esperança e que estimulam o privado de liberdade a buscar ajuda e tratamento.

Todos os internos têm acesso às ferramentas durante o período de banho de sol. Ao fim da campanha, as caixas serão recolhidas para a leitura qualificada dos relatos pela equipe psicossocial da unidade, de forma que as profissionais possam oferecer um direcionamento adequado.

Dentre as alternativas estão palavras de acolhimento, encorajamento, permitindo o alívio da angústia, a identificação dos fatores de risco, bem como desenvolvimento de intervenções efetivas àqueles que estão em sofrimento, ou que apresentam algum transtorno mental associado e correm risco de suicídio.

Para o diretor do IPCG, Francisco Sanábria, o foco da campanha dentro da unidade penal é favorecer a “escuta” diferenciada e singular aos internos, principalmente, nesse momento em que os atendimentos presenciais estão restritos.

“Com estas ações, buscamos promover a saúde mental dos apenados, contribuindo para a adoção de medidas preventivas e para o reconhecimento de causas potenciais que podem levar a pensamentos suicidas”, informou Sanábria.

Segundo levantamento oficial, todos os anos no Brasil são registrados cerca de 12 mil casos de suicídio e mais de um milhão no mundo, onde a maioria dos casos apresentados são de pessoas jovens. Conforme o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), no ano passado, 91 pessoas cometeram suicídio somente em Campo Grande.

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