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NA CAPITAL

Internações por acidentes domésticos registram aumento de 70%; crianças são destaque

A entidade alerta que durante a pandemia, houve um aumento de 30% nesse tipo de atendimento

22 outubro 2020 - 14h30Carlos Ferreira
Leitos na Santa Casa de Campo Grande
Leitos na Santa Casa de Campo Grande - (Foto: Edemir Rodrigues)
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Acidentes domésticos e traumas em geral estão sendo cada vez mais comum neste período de pandemia, e com isso, a Santa Casa de Campo Grande viu a busca por atendimento nesse segmento crescer 75%. Conforme a direção da entidade, o número de acidentes com crianças disparou.

"O aumento de acidentes com crianças aumento, principalmente com queimaduras. Chegamos a ter aqui na área de queimados dez crianças ao mesmo tempo, um número que pode ser considerado muito alto", comentou a médica Patrícia Otto de Matos, chefe das enfermarias pediátricas da Santa Casa.

O índice é mais do que o dobro da média mundial segundo dados que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou em relatório publicado recentemente. A entidade alerta que durante a pandemia, houve um aumento de 30% nesse tipo de atendimento.

Entre janeiro e outubro de 2019 foram internados 85 vítimas de acidentes domésticos, já no mesmo período deste ano a quantidade saltou para 146 casos.

Entre os casos, diversas situações graves envolvendo crianças que ficam internadas várias semanas. “Recebemos um paciente vindo do interior que chegou em estado grave após cair dentro de um tacho de doce e teve queimaduras em mais de 70% do corpo. Também teve a situação de uma senhora que varria o quintal e, ao colocar fogo nas folhas, não observou que tinha um frasco de spray aerossol que explodiu, queimando a neta, enfim, uma série de casos principalmente neste período de pandemia”, destacou.

Um exemplo disso é o susto que Daniele dos Santos teve ao ouvir os gritos do filho de quatro anos. A família vive em um sítio próximo a cidade de Nova Alvora do Sul, a 115 km de Campo Grande, e durante uma brincadeira o pequeno caiu de uma porteira, sofrendo lesão na primeira vertebra da coluna cervical.

“Foi um grande desespero que não consigo descrever. Estava no banho quando ouvi os gritos e saí para ver o que era. Minha filha já estava com ele no colo e o colocamos no carro e saímos para buscar atendimento. Por mais que a gente cuide, tem esse minuto de bobeira e, com criança, temos que manter a atenção redobrada”, desabafa.

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