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CONSCIENTIZAÇÃO

Equipe multiprofissional da Santa Casa realiza ação contra o tabagismo

Hoje, a equipe distribuiu panfletos no hospital informando e conscientizando as pessoas sobre os males do tabagismo

31 maio 2016 - 12h39DA REDAÇÃO
Existente a 14 anos, o Tratamento do Tabagismo no serviço de psiquiatria realiza o trabalho com pacientes que desejam parar de fumar
Existente a 14 anos, o Tratamento do Tabagismo no serviço de psiquiatria realiza o trabalho com pacientes que desejam parar de fumar - Divulgação

Na manhã deste 31 de maio foi comemorado o “Dia Mundial sem Tabaco” na Santa Casa de Campo Grande. Existente há 14 anos, o Tratamento do Tabagismo no serviço de psiquiatria realiza o trabalho com pacientes que desejam parar de fumar e tabagistas que tenham transtorno mental. Além disso, a partir de hoje o tratamento será inserido também no Serviço de Tratamento de Queimaduras.

Hoje ainda a equipe distribuiu panfletos no hospital informando e conscientizando as pessoas sobre os males do tabagismo. As responsáveis são a psicóloga Karoline Rosa Marques e a Coordenadora médica do Ambulatório de Tratamento do Tabagismo no serviço de psiquiatria, Ana Maria Campos Marques. Fazem parte também a enfermeira Maria Aparecida de Oliveira do Amaral, que é responsável pelo Serviço de tratamento de Trauma Térmico, o farmacêutico Jefferson Silva e a enfermeira Elen Campos.

De acordo com Karoline Marques, passam aproximadamente 200 pessoas por ano pelo hospital para o tratamento, que funciona via ambulatório. Ao passar pela triagem, é respondido um questionário e, em seguida, há participação de pacientes em grupos toda quarta- feira às 15 horas. A princípio são quatro encontros baseados no manual do Ministério da Saúde: “Deixando de Fumar sem mistério”, onde acontecem mini palestras. Após esses encontros, o grupo de manutenção formado por Karoline, a médica Ana Marques e residentes em psiquiatria continuam o tratamento.

Dia Mundial sem tabaco

O Dia Mundial sem Tabaco foi criado pela Organização Mundial da Saúde em 1987 como um alerta sobre doenças e mortes evitáveis relacionadas ao tabagismo. Dados da entidade se referem a uma epidemia global do tabaco que mata quase 6 milhões de pessoas todos os anos. Dessas, mais de 600 mil são fumantes passivos (pessoas que não fumam, mas convivem com fumantes). Para 2016, a OMS definiu como tema as embalagens padronizadas de cigarro e correlatos para ser trabalhado internacionalmente.

No Brasil, três projetos de lei tramitam no Congresso Nacional para instituir embalagens padronizadas de produtos de tabaco. O primeiro, o Projeto de Lei do Senado nº 103/2014 propõe que as embalagens e maços não conterão dizeres, cores ou outros elementos gráficos além da marca do produto e da logomarca do fabricante, em letras de cor preta sobre fundo branco, e advertência sobre os malefícios do tabagismo, segundo frases estabelecidas pelo Ministério da Saúde, acompanhada de imagens ou figuras que ilustrem o sentido da mensagem.

O segundo, PLS nº 769/2015, veda a propaganda de cigarros ou qualquer outro produto fumígeno e o uso de aditivos que confiram sabor e aroma a esses produtos, bem como estabelece padrão gráfico único das embalagens de produtos fumígenos. Também transforma em infração de trânsito o ato de fumar em veículos quando houver passageiros menores de 18 anos. Já o terceiro, o Projeto de Lei 1744/ 2015, dispõe sobre a embalagem de produtos fumígenos derivados ou não do tabaco comercializado no País.

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