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Política

Reforma ministerial vai ser uma dança das cadeira direta ou indiretamente

21 dezembro 2013 - 12h12
Cassems
Ano eleitoral é sempre ano de  reforma ministerial. Ministros deixam seus postos para disputar a eleição e outros chegam. Em 2014, não vai ser diferente. O desafio da presidente Dilma Rousseff será o de escolher nomes que garantam o funcionamento do governo e, ao mesmo tempo, preservar o apoio dos partidos que dão sustentação ao governo no Congresso e, principalmente, na campanha eleitoral. Cada partido significa mais minutos no programa eleitoral – e mais do que ampliar o próprio tempo de TV, a presidente quer mais apoios partidários para impedir que esses minutos caiam nas mãos dos adversários.
 
Dilma atrai partidos porque está no governo (tem sempre como retribuir apoios), mas também porque está na frente nas pesquisas eleitorais. A esta altura, dois querem vaga na Esplanada: o novíssimo PROS, que tem como principal estrela o ex-governador Ciro Gomes, e o PTB de Roberto Jefferson, que já está no segundo escalão, mas quer uma vaga de primeira grandeza no governo. Isso, sem falar no PMDB de Michel Temer, que quer ampliar seu espaço, e o próprio PT, que nem cogita abrir mão das pastas que já ocupa. É este o xadrez que Dilma Rousseff terá de resolver até o carnaval: agradar a todos com as vagas disponíveis.
 
Três ministérios importantes estarão vagos: a Casa Civil, o Ministério da Saúde e o Ministério do Desenvolvimento – todos os três hoje comandados pelo PT. A questão é que, se Aloizio Mercadante for mesmo para a Casa Civil, será aberta a vaga do disputadíssimo Ministério da Educação. E para lá, o PT gostaria que fosse a atual ministra da Cultura, Marta Suplicy. E para a Cultura? Vê-se que pode acontecer um dominó de substituições de ministros.
 
Um outro complicador para a presidente: os ministros que vão sair para disputar as eleições querem manter seus feudos e deixar assessores no comando da pasta. Assim começa a disputa. O PROS chegou a sonhar com o Ministério da Saúde para Ciro Gomes. Mas o PT chiou. E recorreu ao ex-presidente Lula para garantir a vaga ao partido e ter lá Mozart Salles, secretário de Gestão de Trabalho e da Educação na Saúde, o responsável pela implantação do programa Mais Médicos, um dos carros-chefe da campanha de Dilma.
 
A presidente Dilma Rousseff determinou que fosse desmentido que já estava feita a escolha de Aloizio Mercadante para a Casa Civil. Ele é o mais cotado para o cargo, mas ainda não foi batido o martelo. E falta, ainda, a escolha do substituto de Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), que vai disputar o governo de Minas.
 
Um outro ministério muito disputado pelos políticos é o da Integração Nacional.  O PMDB quer a vaga e já indicou o senador Vital do Rego para ocupá-la. É uma indicação do presidente do Senado, Renan Calheiros, que tem ajudado o governo em algumas situações no Legislativo. Uma outra vaga pode “cair no colo” do PMDB: o Ministério do Desenvolvimento. Josué Alencar, filho do ex-vice-presidente José Alencar que recentemente se filiou ao PMDB é cotado para o cargo. Mas, aí, ele entraria na “cota pessoal” de Dilma, para não atrapalhar a indicação do senador Vital do Rego (PMDB-PB) para o Ministério da Integração.
 
Além do PT, não se vê outro partido disputando a Secretaria de Relações Institucionais, hoje ocupada pela senadora Ideli Salvatti. O partido não quer abrir mão da vaga porque ali são decididos os pagamentos de emendas parlamentares e outras indicações de cargos no governo. O PT também não abre mão do Ministério do Desenvolvimento Agrário, que ficará vago porque o ministro Pepe Vargas vai disputar a eleição.
 
Também estarão vagos os ministérios da Pesca porque Marcelo Crivella quer disputar o governo do Rio; o do Turismo, que está com Gastão Vieira na cota do PMDB de José Sarney; o da Agricultura com Toninho Andrade, indicado pela bancada do PMDB na Câmara, o das Cidades com Aguinaldo Ribeiro e, ainda, a Secretaria dos Direitos Humanos, já que a ministra Maria do Rosário também pretende voltar à Câmara.
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