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MP quer investigar casos de letalidade policial

MP vai propor regras para fiscalizar polícias

Um dos pontos se refere ao acompanhamento e à investigação de casos de letalidade policial

16 janeiro 2021 - 06h13
Sede do Conselho Nacional do Ministério Público
Sede do Conselho Nacional do Ministério Público - (Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado)
Cassems

O Conselho Nacional do Ministério Público (Conamp) deve propor até maio novas regras para fiscalizar e exercer o controle externo da atividade policial no Brasil. Um grupo de trabalho composto por membros de promotorias das cinco regiões do País, além de promotores públicos militares e federais, irá estabelecer novas regras para o cumprimento do trecho da Constituição que atribui às promotorias a função de acompanhamento das polícias Civil e Militar.

Um dos pontos se refere à investigação de casos de letalidade policial e dos casos em que policiais são assassinados em confrontos. As discussões ocorrem em meio a movimentos no Congresso para aumentar a independência das polícias militares, o que reduz o poder dos governos estaduais, e elevar os status das corporações ante as Forças Armadas.

O promotor público encarregado de coordenar o grupo de trabalho, Antonio Suxberger, do Distrito Federal, disse que mudanças como as que foram reveladas pelo Estadão nesta semana não podem ser feitas de forma simples por uma lei ordinária, uma vez que são regras definidas pela Constituição e por legislações estaduais. Ele lembra que o controle externo das polícias é atividade do MP prevista na Constituição. "Instituição autônoma e armada é algo inviável dentro de um projeto democrático do mundo ocidental."

O grupo de trabalho encarregado de redigir as novas regras foi constituído no fim do ano passado, após a edição do pacote anticrime do governo Bolsonaro.

Padrão

Uma das ideias é padronizar procedimentos das visitas e produzir informações que possam dar mais visibilidade aos temas da área, em especial a letalidade e a vitimização policial. "Estamos falando de dificuldade jurídica em se definir de quem é a competência para apuração."
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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