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Manifestantes defendem voto impresso em protesto em frente ao Palácio do Planalto

Organizado pelo bolsonarista Renan da Silva Sena, o movimento defende ainda a anulação das eleições municipais deste ano

22 novembro 2020 - 12h11
Urna com impressora de boletim foi usada em 2002 no Distrito Federal e em Sergipe
Urna com impressora de boletim foi usada em 2002 no Distrito Federal e em Sergipe - (Foto: Agência Brasil)
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Um protesto a favor do voto impresso acontece neste momento em frente ao Palácio do Planalto e reúne cerca de 50 pessoas. Organizado pelo bolsonarista Renan da Silva Sena, o movimento defende ainda a anulação das eleições municipais deste ano.

"Entendemos que houve fraude nessas eleições, fraude nas urnas eletrônicas. Nós achamos um absurdo eles (votos) não serem auditáveis. Nós entendemos que tem que ser processo transparente, para que todos tenham acesso ao seu próprio voto e qualquer dúvida possa ser auditável. Não podemos ficar na mão desse processo tecnológico que ignora a nossa liberdade de expressão, que é votar. E nós queremos voto impresso para 2022 e a anulação já dessas eleições", disse Sena em frente ao Planalto.

Os manifestantes estão no local fazendo uma simulação do que seria o voto impresso. Eles defendem que o eleitor, após votar na urna eletrônica, posso imprimir seu voto e depositá-lo numa urna ao lado da cabine de votação.

O presidente Jair Bolsonaro, que estava no Palácio do Planalto participando de reunião virtual do G20 nesta manhã, deixou há pouco o local e seguiu para o Palácio da Alvorada, sem parar na manifestação.

O deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) defendeu hoje no Twitter que os colegas sejam pressionados a colocar a análise do uso de voto impresso no Brasil como pauta prioritária no Congresso. "Vale pressionar todos os parlamentares para tratarmos essa pauta como prioritária. Isso pode ser conversado com os candidatos à presidência da Câmara, a eleição será 1º/FEV", escreveu o filho zero três do presidente Jair Bolsonaro, em resposta a um usuário da rede social.

Eduardo citou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 135/2019, chamada de "PEC do voto impresso", da deputada Bia Kicis (PSL-DF), que tornaria obrigatória a expedição de cédulas físicas nas eleições brasileiras. A matéria foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados em 17 de dezembro de 2019.

Segundo Eduardo, agora deverá ser criada uma comissão especial para analisar a PEC, que só depois seria apreciada pelo plenário. "Tenho fé, pois a emenda Bolsonaro do voto impresso (STF declarou inconstitucional) foi aprovada na Câmara com 433 votos (quorum de PEC)!", escreveu o deputado.

O presidente Bolsonaro também tem defendido o voto impresso e, na última sexta-feira, 20, falou a apoiadores que ele será uma realidade no Brasil já nas eleições de 2022. "O parlamento, como sempre, vai atender a vontade popular", disse o presidente na ocasião.

No dia seguinte das eleições municipais, dia 16 de novembro, Bolsonaro também voltou a lançar dúvidas, sem apresentação de provas, sobre a regularidade das eleições com urnas eletrônicas. "Você fica na dúvida. Não pode ter dúvida", disse o presidente a apoiadores naquele dia, ao defender o voto impresso.

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