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Frente Parlamentar intermediará certificação de sites de saúde de MS

O pedido de intermediação foi feito pelo pesquisador e coordenador do Laboratório Internet, Saúde e Sociedade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), André Pereira Neto

25 novembro 2020 - 17h30Evellyn Abelha
Encaminhamento foi feito durante live da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Tríplice Epidemia
Encaminhamento foi feito durante live da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Tríplice Epidemia - (Foto: Wagner Guimarães/TV ALEMS)

A Frente Parlamentar de Enfrentamento à Tríplice Epidemia: Dengue, Chikungunya e Zika realizará processo de intermediação de certificação de sites na área de saúde em Mato Grosso do Sul. O encaminhamento foi dado durante a live “A certificação de sites de saúde: Uma alternativa para enfrentar as fake news”, realizada de forma remota nesta quarta-feira (25).

O pedido de intermediação foi feito pelo pesquisador e coordenador do Laboratório Internet, Saúde e Sociedade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), André Pereira Neto. O profissional explicou que sites de instituições públicas de saúde de Campo Grande, Dourados, Corumbá e do Estado de Mato Grosso do Sul passaram por uma análise da Fiocruz.

Deputado Renato Câmara propôs a realização da live

“Queremos inaugurar uma tradição de avaliação de informação, ao certificar esses sites em MS. Preciso que os deputados estabeleçam o contato da Fiocruz com as secretarias de Saúde que pesquisamos em MS, para fornecer selos de qualidade a sites da Covid-19 nessas instituições”, explicou Neto.

O presidente da Frente Parlamentar e proponente da live, deputado Renato Câmara (MDB), confirmou que a intermediação será viabilizada. “Na Frente Parlamentar, temos membros da Assomasul [Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul] e temos condições de mobilizar esses interessados. Também temos vários membros de secretarias de Saúde que participam conosco. Esse trabalho faz parte de nossa missão”, disse Câmara.

Certificação de sites de saúde

O pesquisador da Fiocruz detalhou o processo para a certificação dos sites de saúde e para o fornecimento do selo de qualidade Sérgio Aroucas (concedido pela Fiocruz). Segundo Neto, para certificar os sites, são definidos critérios de avaliação das páginas de saúde, entre eles aspectos técnicos, legibilidade, interatividade, abrangência e acurácia. Cada critério tem seus próprios indicadores. “Nós avaliamos e vemos se as respostas para cada critério estão no site”, especificou.

A partir dessa análise é feito um diagnóstico que mostra pontos fortes e fracos das páginas estudadas. A Fiocruz indica à instituição as áreas a serem reformuladas para que se conquiste o selo de qualidade. “É uma obrigação do Poder Público ter site e informação de qualidade”, defendeu o pesquisador.

Pesquisador André Neto falou sobre a certificação de sites

Para ele, a certificação dos sites assegura a qualidade dos conteúdos. “Qualidade na informação previne doenças, favorece adesão à tratamento, estimula o autocuidado, promove saúde e diminuiu atendimento desnecessário. Isso reflete no orçamento público. Há relação entre informação de qualidade e gasto do dinheiro público”, destacou.

André acredita que a certificação pode ajudar no combate às fake news na área da saúde. “Estou propondo certificar sites de saúde. Chamar para Poder Público a responsabilidade pela informação. Defendo isso há 12 anos. Vivemos em uma confusão pelo excesso de informações e pelas dificuldades que temos em discernir o falso do verdadeiro”, disse.

Fake News na saúde

O coordenador da Assessoria de Comunicação da Fiocruz Brasília, Wagner Robson Manso de Vasconcelos, proferiu durante a live a palestra “Fake news em saúde: como reconhecer e agir”.

O profissional definiu fake news como conjunto de conteúdos que variam de informações completamente erradas a informações corretas, mas descontextualizadas. Segundo ele, a disseminação de falsas informações não é uma novidade na evolução dos seres humanos.

“As falsas informações existem desde que o homem disputa espaço aqui na crosta terrestre. Sempre existiram. A novidade é a velocidade com que essas informações se propagam: à velocidade de um clique", pontuou. Ele explicou que as falsas informações mais comuns na área da saúde dizem respeito a vacinação, alimentos milagrosos e medicamentos.

Vasconcelos destacou que com o início da pandemia muitas fake news surgiram em nome da Fiocruz. “Quem trabalha com ciência sabe que as informações das pesquisas são transitórias. Muitas informações ultrapassadas se transformaram em fake news por essa razão”, disse.

Assessor da Fiocruz Brasília debateu as fake news na área da saúde

Para não cair nessas armadilhas, o coordenador elencou sete passos que ajudam a identificar uma informação falsa: ler a notícia inteira; analisar se o texto parece exagerado; atentar-se para informações vagas; checar a data da publicação; ter certeza de que a imagem é verdadeira; saber se a informação foi dada nos veículos profissionais de imprensa; e checar a fonte.

“Todos nós somos responsáveis pela nossa saúde e por aqueles que nos cercam. Se conseguirmos pensar assim, teremos mais cuidado ao compartilhar informações", alertou. O profissional também destacou a importância da participação do Legislativo nas ações contra fake news. “É bom ver o Parlamento discutir a saúde sob a ótica da comunicação”, frisou.

A pesquisadora da Fiocruz, Ana Guerrero, também falou sobre o apoio da Casa de Leis ao tema. “Quero agradecer a Assembleia Legislativa por ter essa iniciativa de trazer essa discussão atual e importante para a saúde pública. Estamos na era da informação rápida e que está na mão de todos, temos que nos preocupar com o uso racional das informações disponíveis”, afirmou.

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