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FALSIFICAÇÃO

Deputado diz que assinou documento sob efeito de álcool e remédio controlado

Vinicius Gurgel é acusado de ter permitido falsificação de carta renúncia para beneficiar Eduardo Cunha no Conselho de Ética

10 março 2016 - 09h51DA REDAÇÃO
O deputado federal Vinicius Gurgel (PR-AP) se explica sobre suposta falsificação
O deputado federal Vinicius Gurgel (PR-AP) se explica sobre suposta falsificação - Reprodução/TV Câmara
O FLOR DA MATA - NOTICIAS

Na tentativa de explicar a denúncia de que houve falsificação de sua assinatura em um documento de renúncia encaminhado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara, o deputado Vinícius Gurgel (PR-AP) reafirmou que foi o responsável por assiná-lo, alegando que possíveis discrepâncias em relação à sua grafia teriam sido causadas pela mistura de bebida alcoólica e remédios tarja preta. 

Convocado por colegas, Gurgel explicou, nessa quarta-feira (9), que faz tratamento psiquiátrico há três anos e que assinou sua renúncia do Conselho de Ética – favorecendo o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), no processo que tenta cassar seu mandato – sob efeito de álcool, pois bebeu na noite anterior. De acordo com peritos consultados pelo jornal "Folha de S. Paulo", que revelou o caso, a assinatura foi falsificada. 

"Bebi um pouco antes de viajar e, na sexta-feira, acordei e já assinei os documentos. Não vou me debater com instituto de pesquisa. A palavra é minha. Não devo ser acusado de criminoso ou de bandido por isso", afirmou Gurgel. "Queria que vocês pedissem à Mesa-Diretora meus laudos psiquiátricos. Faço questão que isso conste no processo." 

Na noite da votação do parecer que deu continuidade ao processo disciplinar contra o Cunha, Gurgel encaminhou a carta de renúncia ao cargo de membro titular do colegiado, que, a princípio seria ocupada por seu suplente, Ricardo Izar, (PSD-SP), aliado do governo federal e contrário ao presidente da Câmara.  

Na ocasião, o próprio líder do PR, deputado Maurício Quintella Lessa (AL), assumiu a função para assegurar que o voto favorável a Cunha fosse mantido. O parecer contra o peemedebista foi aprovado por 11 votos a 10. 

Segundo o Gurgel, ele havia assinado às pressas uma série de cartas, inclusive de renúncia, quando estava no aeroporto de Brasília para viajar numa sexta-feira anterior à votação do colegiado. 

"Deixo [vários documentos já assinados] no meu gabinete para que não aconteça esse tipo de problema", afirmou, ressaltando que quis passar sua vaga ao líder do PR a fim de fazer valer sua vontade de votar a favor de Cunha.  (Com Estadão Conteúdo) 

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