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Política

Delcídio do Amaral diz que Dilma vai influenciar nas alianças no Estado

19 janeiro 2014 - 09h33
Falou sobre sua relação com o prefeito da Capital, Alcides Bernal (PP), e comentou as articulações partidárias com vistas à formação de alianças para a disputa das eleições de outubro. Pré-candidato do PT ao governo do estado, Delcídio elogiou o trabalho dos deputados federais e senadores de Mato Grosso do Sul em Brasília (DF), que resultou na confirmação de recursos para a construção de hospitais em três municípios (Campo Grande, Dourados e Jardim), e destacou que a presidenta Dilma Roussef vai desempenhar papel importante na definição das alianças partidárias de 2014. A seguir, trechos da entrevista:
 
P – Que balanço o senhor faz de 2013, e como andam as articulações para as eleições de outubro?
 
R - Olha, eu estou trabalhando muito. Fechamos o ano passado com bons resultados, graças ao esforço dos nossos deputados federais e senadores, trazendo recursos para Mato Grosso do Sul. Conseguimos viabilizar R$ 681 milhões em investimentos no Estado e, para 2014, a nossa bancada se estruturou muito bem, trabalhando fortemente na aprovação de verbas já incluídas  no Orçamento Geral da União. Nós temos projetos fundamentais não só para a logística e a infraestrutura, mas também para atender a questão da saúde. Vem aí o Hospital Municipal de Campo Grande, para o qual apresentei emenda individual e praticamente toda a bancada também o fez. O Ministério da Saúde adotou o projeto e vai tocá-lo com recursos próprios. Tem também o Hospital de Dourados, para o qual a bancada destinou R$ 17 milhões, sendo que R$ 500 mil foram liberados agora para o início da obra. E teremos ainda o  Hospital de Jardim, que vem ao encontro da proposta de  regionalização da saúde. Outro ponto positivo: o sucesso do leilão de concessão da BR-163 à iniciativa privada, que, modernizada, vai garantir o escoamento da nossa produção, com mais segurança para quem utiliza a rodovia. Em relação à política, o jogo vai começar. Eu conversei hoje de manhã, por telefone, com a presidenta Dilma e devo me encontrar com ela em Brasília no início de fevereiro. Acredito também que ela conversará com o PMDB, até porque o interesse da presidenta é fazer uma aliança com o PMDB e, evidentemente, mesmo colocada aqui uma candidatura peemedebista, conversar não tira pedaço de ninguém. Ela se colocou à disposição para conversar com partidos que vão compor o nosso arco de apoio. Existem pessoas que estão fazendo um terceiro turno das eleições de 2012, viúvas que sempre se beneficiaram e agora choram diariamente porque perderam o paraíso que desfrutavam. Na verdade, o jogo começa a ser jogada agora, com a recomposição do ministério da Dilma. Feita a recomposição, aí começam as articulações para as alianças, respeitando as diferenças de cada Estado, em um trabalho que vai levar a presidenta à reeleição em outubro.
 
P – O senhor disse que a presidente Dilma demonstrou interesse em um acordo com o PMDB. Ela chegou a fechar a porta para uma aliança com o PSDB?
 
 R - Não houve nenhum fechamento de porta até porque eu tenho trabalhado nisso de forma muito transparente. Eu conto tudo o que faço aos membros do meu partido. A direção nacional do PT sabe disso. Até o próprio ex-presidente Lula,  quando esteve aqui no final do ano passado, foi posicionado da nossa situação. E nada disso impede a Dilma de chamar seus aliados para conversar, especialmente o PMDB, o governador André Puccinelli, que é a maior liderança do PMDB em nosso Estado. Agora, se a aliança aqui não for possível eu não tenho dúvida de que ela vai entender. Essas historias contadas quase que diariamente em alguns órgãos de imprensa são só pra semear a discórdia. Os grandes protagonistas vão começar a conversar em fevereiro. E a Dilma está envolvida pessoalmente. Ela conversou com o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, para trazer o PSD, e está trazendo o PTB também, oferecendo um espaço compatível com a importância que esses partidos têm no Congresso Nacional. Em seguida, ela vai chamar as principais lideranças de cada Estado.
 
 P – Então o senhor não descarta uma aliança com o PSDB ?
 
R - De forma nenhuma. Eu continuo conversando com as lideranças do partido e principalmente dentro do PT, que não tem mais as restrições de antes e compreende o quadro atua. Nós não podemos ficar para trás, vendo a caravana  passar, esperando que uma aliança caia em nosso colo.
 
P – Como pré-candidato ao governo do Estado, que propostas o senhor pretende apresentar à população ?  
 
R – Estamos construindo um projeto de centro esquerda, conversando com os partidos que sempre acompanharam o PT, como o PC do B e o PV, entre outros. Nós temos que ter um projeto de sustentabilidade que olhe o social, o meio ambiente, que faça com que Mato Grosso do Sul diversifique sua economia e se desenvolva, não só integrado ao restante do Brasil mas também aos países vizinhos. É um projeto amplo, para o qual  temos a expectativa de trazer também o  PDT , o PSD, o PP,  o PR, o Pros , o PSC e todos aqueles que queiram somar conosco.
 
P – Por falar em PP (Partido Progressista), como anda a sua relação com o prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal ?
 
R - Primeiro é preciso deixar bem claro. Existia um acordo entre todos os partidos de oposição de que quem fosse para o segundo turno nas eleições de 2012 , um apoiaria o outro. E nós cumprimos esse acordo, porque política se faz também cumprindo compromissos. Se fosse o Vander para o segundo turno [deputado Vander Loubet, candidato do PT à Prefeitura]  todos iriam se juntar com ele. Se fosse o Reinaldo [deputado Reinaldo Azambuja, candidato do PSDB], idem. O Alcides incorporou tudo aquilo que o povo queria naquela momento, especialmente o desejo de mudança. Esse é o primeiro ponto. O outro é o seguinte. Nós apoiamos o Alcides, sim, mas a vitória foi dele. O que tenho dito insistentemente é que ele pode até ter ganho sozinho, mas não governa sozinho. Tem que dialogar com a Câmara de Vereadores, com os partidos,  porque isso é vital na politica. É preciso trabalhar pelo bem comum. Tenho insistido muito, tenho ajudado e  nunca escondi isso. Ajudo também com criticas, como as que  tenho feito, colocando minhas posições de maneira muito clara. Agora , você não pode tirar com uma canetada um mandato dado pelo povo. Não se pode querer tirá-lo do cargo criando fatos e amplificando situações que têm gravidade muito menor que outras já presenciadas em nosso Estado. Se o prefeito não fizer uma boa gestão que se tire ele do cargo mas no voto popular, como acontece nas grandes democracias. As pesquisas de opinião indicam que a maioria da população não quer que o Alcides sofra impeachment. E eu estou ao lado do povo. Quando você aposta na disputa judicial todo mundo sai perdendo. A Prefeitura não ganha, a Câmara de Vereadores também não.  E quem mais perde com isso é a população.
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