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Política

Brasil vai propor comissão de vigilância na fronteira Colômbia e Venezuela

12 novembro 2009 - 17h30
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  Segundo ele, a comissão seria semelhante à que já existe entre Colômbia e Equador, que permite a troca de informações oficiais sobre o que acontece na fronteira.

  "Se for necessária a ajuda do Brasil para vigiar a fronteira, nós estamos dispostos a ajudar", disse García em uma entrevista coletiva com correspondentes estrangeiros no Rio de Janeiro.

  As relações entre Colômbia e Venezuela estão congeladas há meses por decisão do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Nas últimas semanas a situação piorou devido a diversos incidentes fronteiriços, a ponto de Chávez ter pedido no último domingo que as Forças Armadas e o povo da Venezuela para se "prepararem para a guerra". Dois dias depois, ele disse que a imprensa havia "manipulado" suas "reflexões".

  Segundo o assessor da Presidência brasileira Garcia, a comissão de acompanhamento proposta seria formada após consulta ao presidente da Colômbia, Álvaro Uribe e a Chávez, o que poderia acontecer durante a cúpula de países amazônicos que o Brasil convocou para o dia 26 deste mês em Manaus, para definir uma posição comum para a Conferência do Clima de Copenhague.

  "Se houver possibilidade de consulta aos dois presidentes, se fará esta proposta", disse Garcia, que, no entanto, salientou que a data da reunião em Manaus está em dúvida devido a problemas de agenda de alguns líderes convidados.

  O governo brasileiro declarou em outras ocasiões sua disponibilidade para mediar as diferenças entre a Colômbia e a Venezuela, desde que a iniciativa partisse desses países. Até mesmo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse na semana passada sua intenção que de Uribe e Chávez falem sobre as questões bilaterais durante o encontro em Manaus.

  Segundo Garcia, a comissão de supervisão "poderia ser o primeiro passo para um pacto de não agressão entre os dois países e para a normalização das relações".

  Ele ressaltou, no entanto, que a longa área da fronteira colombiano-venezuelana é uma área "complicada" devido à presença na área de guerrilheiros das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia), do Exército de Libertação Nacional (ELN), de paramilitares, traficantes de drogas e "criminosos de todos os tipos".

  Sobre a possibilidade de que o Brasil volte a servir como facilitador para a libertação de policiais e militares reféns detidos pelas Farc, Garcia disse que o país está disposto a participar se for chamado."Se nos pedirem, é evidente que compareceremos", disse o assessor de Lula.

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