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Política

Ben Hur desiste de demissão feita no Facebook

12 fevereiro 2014 - 17h17
Cassems
O secretário municipal de Planejamento, Finanças e Controle, Wanderley Ben Hur da Silva, desistiu do pedido de demissão feito pelo Facebook na manhã de ontem e decidiu continuar na equipe do prefeito Alcides Bernal (PP). Ele mudou de ideia após o chefe de Executivo prometer “acelerar a máquina” administrativa.
 
O pedido de exoneração irritou Bernal, que só conseguiu falar com o secretário após várias tentativas por meio de telefone celular. Eles fizeram duas reuniões, de manhã e à noite.
 
Segundo o titular da Seplafic, ele ponderou os pontos de vista com Bernal e chagaram a um acordo. Os dois são amigos há muito tempo, e Wanderley Bem Hur está com o progressista desde o início da campanha eleitoral. “Permaneço secretário", disse. "Agora, precisamos buscar harmonia entre os poderes e recuperar o ano passado.”
 
“O desabafo, de foro íntimo, foi por que estou com o prefeito desde a campanha, onde vislumbramos um sonho, um ideal... chega o limite extremo de estar no poder, e não conseguir fazer as coisas, isso angustia”, explicou-se hoje, sobre a alegação para pedir exoneração do cargo ontem.
 
Bernal prometeu agilizar os processos de toda a máquina administrativa para evitar mais desgaste pessoal. “Pode-se dispender energia para outra coisa”, justificou Ben Hur.
 
Ele acaba responsabilizando o prefeito pela briga ferrenha no ano passado entre os vereadores e o chefe do Executivo. “Quem foi prejudicada foi a população, a maioria dos processos foi tomada de radicalização entre Legislativo e Executivo", falou. "Houve atraso nas votações, e agora é preciso que se tenha um diálogo mais intenso”, defendeu.
 
Uma das causas da irritação de Ben Hur foi Bernal o ter desautorizado na negociação das emendas através de um recado entregue pelo vereador Cazuza (PP). E para piorar a situação, Bernal vetou as emendas sem consultá-lo.
 
Ele é o segundo homem forte na atual gestão municipal. O primeiro foi Gustavo Freire, que chegou a acumular duas pastas, de Receita e de Governo, mas caiu após ser exonerado do Ministério da Fazenda acusado de cobrar propina na aduana em Corumbá.
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