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POLÍTICA PÚBLICA

Audiência Pública reforça necessidade de criação de Superintendência Municipal Antidrogas

7 junho 2017 - 10h33Da redação
Divulgação
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Durante quase três horas de audiência, realizada ontem (6), autoridades presentes e comunidade debateram as causas e consequências do uso de drogas na sociedade, chegando à conclusão geral da necessidade da criação de uma Superintendência Municipal Antidrogas. Audiência Pública: Política Antidrogas – Ações Eficazes e Afins”, proposta pelos vereadores Dr. Wilson Sami e Odilon de Oliveira Júnior, trouxe até o Plenário Oliva Enciso, o juiz Odilon de Oliveira e o procurador de Justiça do Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul, Sérgio Harfouche.

Harfouche fez uma leitura das mudanças nas leis de combate às drogas e considerou uma involução legislativa a responsável pelo aumento de consumo de entorpecentes no Brasil, consequentemente elevando os números da criminalidade indo de furtos a homicídios. Para ele, vivemos uma pandemia, principalmente, pela posição geográfica do Estado que dá acesso há várias fronteiras por onde armas e drogas passam diariamente.

Mas, ele considera o álcool o primeiro passo para as demais dependências químicas. “No Brasil, o uso de drogas vitima cerca de 40.600 pessoas, cerca de 34 mil morreram em decorrência do álcool. Tentei algumas iniciativas, principalmente no controle dos open bar, festas clandestinas e a estratégia de usar as mídias sociais para envolver os adolescentes porque o álcool, pelo fácil acesso, é a porta de consumo de outras drogas”. Relatando as audiências judiciais que presidia de atos infracionais, Harfouche lembra o menosprezo do jovem pela maconha quando este nega usar drogas e logo admite usar só a cannabis.

Outro dado levantado pelo procurador e, ainda assim questionado, é de seis anos atrás quando o Ministério da Saúde reconheceu que aproximadamente 95% dos municípios brasileiros têm problemas com drogas. Ele opina que os outros 5% mentiram porque todos sofrem deste mal. Harfouche acredita que o Brasil está se direcionando para a legalização da maconha devido a banalização do uso desta. “Por Campo Grande estar próxima de todas as fronteiras é preciso uma forma de nos prepararmos urgente com políticas de prevenção”, pontuou, avaliando que:

“É injustificável não termos nem uma coordenação antidrogas na Secretaria de Justiça e Segurança Pública. Penso que desabona o Estado por não termos sequer uma secretaria que trabalhe o assunto. O fato é que aumentou o consumo de drogas e consequentemente aumentou a oferta, o tráfico e agora o Ministro Barroso quer descaracterizar o tráfico? Estamos descendo a ladeira, perdendo os freios e a resposta do ministro é tirar de todo o freio, legalizar ou regulamentar o uso. Campo Grande precisa estar se preparando com políticas públicas e um Secretaria Municipal antidrogas quem sabe dando exemplo para o Estado que até hoje não tem”, finalizou.

Reflexo

Todas as falas que se seguiram corroboraram com Harfouche, menos de dois participantes da audiência que eram a favor da legalização da maconha. O vereador Odilon Júnior, ponderou sobre a Casa de Leis ter dado voz a todos os inscritos caracterizando um alcance a todas as classes sociais e, assim, expressando todos os pontos de vista.

“Convido a todos para participar das sessões e audiências públicas. Infelizmente, não temos os mecanismos para alcançar toda a cidade. Gostaríamos que vocês ajudassem a divulgar. Esta Casa sempre será a casa do povo não importa se a opinião de vocês é contrária da mesa inteira, não importa quem está certo, o que importa é a discussão”, destacou avisando que todo o material colhido será repassado às autoridades competentes.

O vereador Dr. Sami disse que o prefeito Marquinhos Trad se comprometeu com os todos os parlamentares e está analisando o projeto para a criação da Superintendência Municipal Antidrogas. “Queremos que Campo Grande seja protótipo para que cada cidade de Mato Grosso do Sul tenha uma superintendência e o Brasil inteiro também. A droga mata e mata nossos jovens. Além de tratamento e resgate é preciso a prevenção”, concluiu encerando assim a audiência.

Além da Comissão Permanente de Políticas Antidrogas, composta pelos vereadores Odilon de Oliveira (presidente), Delegado Wellington (vice), Pastor Jeremias Flores, Papy e Fritz, participaram da audiência o vereador André Salineiro e a vereadora Enfermeira Cida do Amaral.

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