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campo grande

Residência de massagista que confessou ter matado chargista vai passar por perícia

Na casa da massagista, havia um colchonete com manchas de sangue que tinha sido lavado

26 novembro 2020 - 11h30Da Redação
O chargista Marco Antônio Rosa Borges
O chargista Marco Antônio Rosa Borges - (Foto: Divulgação)

Após a confissão da massagista Clarice Silvestre de Azevedo, 44, sobre o assassinato do chargista Marco Antônio Rosa Borges, 54, a residência onde ocorreu o crime vai passar por perícia nesta noite (26). Na casa da massagista, havia um colchonete com manchas de sangue que tinha sido lavado.

A massagista já confessou à polícia ter matado e esquartejado o chargista. O crime aconteceu no último sábado (21) em Campo Grande. Ontem (25) o filho da massagista, o jovem João Vitor Silvestre, 24, admitiu ter ajudado a mãe a esquartejar o corpo da vítima.

O artista havia desaparecido no sábado, quando a família resolveu rastrear o celular da vítima e descobriu que o último sinal do aparelho havia sido enviado nas proximidades da casa da Clarice, com quem o chargista havia iniciado um relacionamento recentemente.

Kelvis Antonio Borges, 25, único filho de Marco Antônio, disse que suspeitava do envolvimento de terceiros no crime, acrescentando que o pai era discreto e não falava muito do relacionamento com a massagista.

A Delegacia Especializada de Homicídio (DEH) foi acionada após Clarice indicar o local do crime. Na terça-feira, a equipe encontrou malas com os restos mortais em um terreno na região sul de Campo Grande, mas a identidade do cadáver só deve ser confirmada após exames de DNA.

Chargista foi empurrado da escada e atacado com faca

De acordo com o depoimento da massagista, o assassinato aconteceu após uma discussão em que Marco Antônio teria a agredido com dois tapas no rosto. Durante a briga, ela teria empurrado o chargista da escada, e em seguida corrido até a cozinha, pegado uma faca e o golpeado até a morte.

Após o assassinato, ela teria ido a um bar na esquina de sua casa, antes de voltar ao local do crime, esquartejar a vítima, distribuir as partes do corpo em malas que teria tocado fogo.

Já na versão de João Vitor, ele teria recebido um telefonema da mãe ainda no sábado, pedindo ajuda para consertar um encanamento estragado na residência. O rapaz disse que estava trabalhando e, assim que estivesse liberado, iria visitá-la. Mais tarde, ele constatou que o chargista já estava morto.

De acordo com o delegado Carlos Delano, responsável pelo inquérito, o rapaz então ajudou a mãe a esquartejar o corpo e a guardar os restos em três malas.

Em seguida, ele levou as malas para a casa, no bairro Jardim Tarumã. No domingo, João Vitor e Clarice acionaram um motorista de aplicativo e transportaram as malas até uma casa abandonada, onde o corpo foi carbonizado.

Na tarde da quarta-feira, agentes da delegacia fizeram buscas na casa do jovem, que alegou que pretendia se entregar. Ele foi conduzido, prestou esclarecimentos e foi liberado. A polícia investiga se o motorista de aplicativo tinha conhecimento do crime. Clarice era considerada uma das suspeitas e já havia um pedido de prisão protocolado contra ela na segunda-feira (23).

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