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Polícia

Pelo menos 10 empresas fraudavam licitações do governo no Rio, diz polícia

4 novembro 2009 - 13h34
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  Pelo menos dez empresas, entre elas quatro construtoras, segundo a Polícia Civil, participavam de um esquema de fraudes em licitações do governo do estado do Rio.

  Mais de cem homens de 28 delegacias, coordenados pelo Núcleo de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro, participaram na manhã desta quarta-feira (4), de uma operação para desmontar o esquema.

  As empresas suspeitas, segundo a polícia, vinham sendo monitoradas através de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. De acordo com as investigações, o esquema para burlar as licitações vigorava desde 2000, e haveria servidores públicos envolvidos no golpe, entre eles um policial civil. 

  Segundo os agentes, esses empresários, que deveriam ser concorrentes, nunca disputaram uma licitação. Num esquema fraudulento, eles combinavam quem venceria, e depois dividiam o dinheiro.

  Vinte e quatro obras estão sendo investigadas, incluindo no Hospital Lourenço Jorge, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, na Uerj, na Zona Norte, e até na própria sede da Polícia Civil, no Centro. Uma das obras custou R$ 7 milhões aos cofres públicos.

  Segundo o delegado Flávio Porto, os empresários serão todos intimidados no decorrer da semana, serão todos ouvidos e qualificados, e devidamente indiciados.

  "No início das investigações, a gente conseguiu identificar um grupo criminoso muito bem articulado, muito bem estruturado que demandou um ingresso bem refinado na coleta de provas. Isso fez com que a gente necessitasse dessa diligência de hoje, da apreensão de documentos, de mídias pra corroborar todos aqueles indicativos de fraude que a gente identificou nessa primeira fase", disse ele.

  O objetivo da operação era cumprir 29 mandados de busca e apreensão em vários pontos do Rio. Até o começo da tarde foram cumpridos 17 mandados. A polícia apreendeu documentos, computadores, agendas, livros contábeis e fiscais, e todo tipo de material que possa servir de prova contra o cartel de empresas que, juntas, combinam preços para poder ganhar as licitações do estado. O material apreendido na operação foi levado para a sede da Polícia Civil. Ainda de acordo com a polícia, essas empresas costumam ter sede de fachada.

 

 

 

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