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MS registra mais de 6 mil golpes nos primeiros dez meses do ano; saiba os mais aplicados

No Estado tiveram 6.533 casos de golpes, um aumento de 28%, já que no mesmo período de 2019, os registros de estelionato eram de 5.090

31 outubro 2020 - 08h00Da Redação
Na última semana, policiais do GARRAS, Delegacia Especializada  no Combate a Roubos e Sequestros, prenderam em flagrante dois homens suspeitos de crime de  estelionato contra idosos
Na última semana, policiais do GARRAS, Delegacia Especializada no Combate a Roubos e Sequestros, prenderam em flagrante dois homens suspeitos de crime de estelionato contra idosos - (Foto: Divulgação/Polícia Civil MS)
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Os golpes contra consumidores sejam eles em idosos ou não, estão crescendo cada vez mais nestes tempos de pandemia. Conforme estimativa da Polícia Civil, nos primeiros dez meses de 2020, a Polícia Civil registrou 1.837 casos de golpes aplicados em Campo Grande. No Estado tiveram 6.533 casos de golpes, um aumento de 28%, já que no mesmo período de 2019, os registros de estelionato eram de 5.090.

Na última semana, policiais do GARRAS, Delegacia Especializada  no Combate a Roubos e Sequestros, prenderam em flagrante dois homens suspeitos de crime de  estelionato contra idosos. Eles estavam hospedados em um hotel no Centro de Campo Grande, com 15 máquinas de cartão de crédito, dois crachás falsos e seis cartões de crédito de diversas vítimas. Os suspeitos, que são de São Paulo, faziam parte de uma associação criminosa que tem como forma de agir, realizar ligações para correntistas de agências bancárias e relatarem sobre supostas compras realizadas pela vítima.

A reportagem, o delegado do primeiro distrito de Policia de Campo Grande, Mikail Fariá, explica que neste caso específico foram presos os estelionatários. “Este golpe consiste em pessoas que andam o País, que fazem as vitimas”, salientou. 

Confira os golpes mais aplicados:

Auxílio emergencial
Desde que a medida foi anunciada pelo governo federal, passaram a circular pela internet mensagens falsas que buscavam captar dados das vítimas. Com a liberação dos recursos do benefício, o golpe evoluiu para outra modalidade. Beneficiários tiveram as contas invadidas e o dinheiro desviado. Com isso, ao ir a uma agência na data agendada para o saque, as pessoas cadastradas legalmente acabam percebendo que não têm mais o valor depositado porque o dinheiro já foi retirado.

WhatsApp
Existem duas modalidades possíveis: a clonagem e a cópia com um novo número. Na clonagem, o golpista telefona para a vítima com alguma desculpa para saber o número de um código que será enviado para o celular dela por SMS. Para isso, usa diferentes enredos. Ao mesmo tempo, o criminoso tenta logar o WhatsApp da vítima, o que faz com que o aplicativo envie mensagem com código de verificação. Quando ela passa o número para o golpista, ele obtém acesso. 

Outro golpe, semelhante, envolve a criação de um perfil falso, onde o estelionatário afirma que mudou de número e passa a pedir dinheiro para contatos da vítima ou negocia compras com outras pessoas.

Nudes
Com perfis falsos criados em sites de relacionamentos, como o Facebook, o criminoso se passa por mulheres jovens e bonitas, mirando, principalmente, homens de meia idade, cujas redes sociais sejam abertas. A jovem troca fotos íntimas com o alvo. Na sequência, outra pessoa entra em cena, afirmando que o homem estava conversando com uma menor de 18 anos e exigindo dinheiro para não comunicar o caso à polícia ou não divulgar as fotos da vítima. Esse golpista pode se identificar como pai, policial ou mesmo advogado.

Motoboy
O criminoso liga para a vítima afirmando ser da administradora de cartão de crédito. Ele diz que uma compra de valor alto foi realizada em nome da pessoa e pergunta se pode autorizar a compensação, e a vítima, assustada, pede para cancelar. O golpista solicita os dados do cartão e pede o código de segurança no verso do cartão. Solicita que a pessoa quebre o cartão e envie a parte quebrada que tem o chip. O estelionatário diz que a empresa enviará um motoboy até a casa para buscar o cartão. A vítima entrega o cartão e o criminoso usa o cartão para fazer compras pela internet.

Falso depósito
Quem vende objetos pela internet pode acabar sendo alvo dos golpistas. A principal estratégia é forjar a transferência de valor e tentar convencer a vítima a entregar a mercadoria antes que perceba a falcatrua. Tanto pode ser usado o envelope vazio — onde o estelionatário faz o depósito, mas sem dinheiro dentro — quanto pode ser enviado um falso comprovante de transferência. A pessoa acredita que o dinheiro vai entrar depois. Nem confere porque recebeu o comprovante. Quando se dá conta, já perdeu mercadoria, sem ter recebido valor. Da mesma forma, quem compra pela internet precisa verificar o histórico do vendedor e se certificar de que está adquirindo o produtor de alguém confiável.

O delegado Mikail Fariá - (Foto: Reprodução)

Ele esclarece que estas pessoas ligam para idosos e falam que ele estaria comprando em uma loja em Curitiba. “O idoso nega e então os golpistas afirmam que a pessoa caiu em um golpe. Depois os criminosos indicam para a pessoa ligar em um 0800 para cancelar o cartão, mas na verdade eles continuam na linha, e a vítima começa a falar como se estivesse no 0800, e não está. Depois o estelionatário diz que um funcionário do banco vai passar na casa do idoso e buscar pessoalmente o cartão. No momento eles já têm a senha o CPF e RG. Quando o idoso percebe, ele já está sem dinheiro e com o limite estourado. Além disso fazem empréstimo consignado no banco, que por sua vez não ressarcir os clientes. O banco diz que não tem culpa e a vítima fica a mercê com um enorme prejuízo”, alerta.

Outro golpe nos bancos é nas máquinas de cartão. Idosos e pessoas mais simples pedem ajuda de estranhos para operar as máquinas de caixas. O delegado recomenda não pedir ajuda a estranhos. “Na operação estes golpistas podem trocar o cartão do cliente dentro da agência. Vá com parentes ou uma pessoa de muita confiança. Outra coisa, lembre-se que o banco não te liga para confirmar que você esta gastando”, destaca.

Os casos denunciados nos dez meses de 2020 superaram todos os 6.409 registros feitos nos doze meses de 2019 em MS.

Os golpes virtuais também foram lembrados pelo delegado. Esta modalidade avançou mais que todas as outras. Os crimes vão de clonagem de WhatsApp, golpes em sites de compras como OLX entre outros. “Como o WhastApp se usa para tudo, ferramenta de trabalho e de lazer também em tempos de pandemia é comum  os golpes entre eles de clonagem”, lembra.

Neste tipo de infração, os golpistas ligam inventam uma história e pedem que a vítima envie um número de SMS que foi mandado no telefone. Na distração as pessoas passam o código que na verdade é do WhatsApp. A conta é clonada, os bandidos criam uma senha de segurança e a pessoa fica impedida de recuperar o número. “Como no celular tem todos os nomes da família, os bandidos ligam inventam uma história. Todo mundo pede dinheiro ou favor, tipo deu problema no aplicativo, paga um boleto, etc”, esclarece.

Neste caso, a orientação é para quem receber a ligação do golpista pedindo dinheiro ou transferência, ligue para o amigo ou parente se realmente é a pessoa que está pedindo. “Nossa recomendação é ligar para a família, deixar claro que seu Whats foi clonado e não repassar dinheiro sem tirar esta dúvida”, finalizou.

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