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Polícia

Líderes de facções em presídios do Maranhão são acusados de estupro

24 dezembro 2013 - 15h00
Após visitar o Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, na sexta-feira (20), o juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, Douglas Martins, cobrou providências do governo maranhense para acabar com a violência cometida a familiares de presos durante as visitas íntimas feitas nos presídios do complexo.
 
Mulheres e irmãs de presos estariam sendo obrigadas a ter relações sexuais com líderes das facções criminosas, que ameaçam de morte os detentos que se recusam a permitir o estupro. Com a morte de mais um detento no Complexo de Pedrinhas, na segunda-feira (23), subiu para 59 o número de detentos assassinados no sistema penitenciário somente em 2013. Em uma semana, sete presos já foram encontrados mortos nas celas.
 
"As parentes de presos sem poder dentro da prisão estão pagando esse preço para que eles não sejam assassinados. É uma grave violação de direitos humanos", afirmou o juiz, que é coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do CNJ. Ele vai incluir a informação no relatório sobre a situação de Pedrinhas que vai entregar ao presidente do CNJ, ministro Joaquim Barbosa esta semana.
 
A visita ocorreu após a morte de um detento quinta-feira (19). Seria o 58º preso morto este ano no Complexo de Pedrinhas, segundo a imprensa maranhense.
 
A violência sexual seria facilitada pela falta de espaço adequado para as visitas íntimas, que acontecem em meio aos pavilhões, uma vez que as grades das celas foram depredadas. A lei determina que haja espaço adequado para esse tipo de visita. Sem espaços separados, as galerias abrigam entre 250 e 300 detentos que passam dia e noite juntos, o que estimularia brigas e uma rotina de agressões e mortes, segundo Martins.
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