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Polícia Federal

Empresário é preso com cocaína em operação da PF

1 março 2014 - 12h13
Seguia para Europa e África
Seguia para Europa e África - Hédio Fazan
Um empresário de Dourados foi preso pela Polícia Federal, ontem, durante a Operação Deserto. Ele é dono de uma garagem de veículos, localizada na Avenida Weimar Gonçalves Torres.
 
As investigações que começaram em Aruça (SP) descobriram que cocaína entrava pelo Brasil via Mato Grosso do Sul em aeronaves e caminhões, e a partir da região de Dourados seguia em carros pequenos para distribuição a estados brasileiros. 
 
A maior parte da droga era transportada em cargas de farelo e cereais para depósitos do grupo no interior de São Paulo, principalmente, e depois seguia para Europa e África em aviões.
 
O nome do empresário preso no Estado não foi divulgado, mas a PF também informou que o primeiro avião da quadrilha foi apreendido no estado, na divisa com o Mato Grosso, no dia 1º de setembro deste ano.
 
Os responsáveis pela operação destacaram quatro flagrantes. Em fevereiro, um depósito foi descoberto em Aruça, onde também foram apreendidas dez granadas. Depois o avião na divisa com Mato Grosso e na sequência outros dois depósitos.
 
A PF informou que da quadrilha em dez meses mais de duas toneladas de cocaína foram apreendidas e têm relação com o grupo que trazia da Bolívia a droga, transportava, distribuia e refinava a droga e ainda "batizava" o entorpecente com outros produtos.
 
O esquema era tão refinado, que a quadrilha desenvolveu um sistema eletrônico que possibilitava a abertura dos painéis dos veículos pequenos sem que fosse quebrado, apenas com um dispositivo elétrico que abria a estrutura e fechava de forma que nada aparecia nas fiscalizações da polícia.
 
O avião apreendido em MS, por exemplo, trazia a droga na asa e na fuselagem, também com dispositivo para que fosse aberta sem a necessidade de quebrar a estrutura.
 
Em cada voo era possível transportar até 250 quilos da droga. Hoje uma outro avião foi apreendido em Penápolis. 
 
Também foram apreendidos 33 carros, alguns com compartimentos falsos, onde a droga também era transportada. Nesta quarta, 22 pessoas foram presas - 17 em São Paulo - e outras vinte já cumprem pena em presídios.
 
Inicialmente, a PF informou que a operação aconteceria em quatro estados, mas os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em seis: São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio, Minas, Paraná e Rio Grande do Sul.
 
Fronteira
 
Segundo a Polícia Federal, a quadrilha era encabeçada por um assessor parlamentar de Pereira Barreto, no interior de São Paulo, e um proprietário de revendas de automóveis na capital paulista. Os dois foram presos na quarta-feira.
 
O assessor fazia as negociações na Bolívia e também em Corumbá, com reuniões entre ele e os fornecedores, diz a PF. Em dez meses, a quadrilha movimentou R$ 29 milhões, acredita a polícia.
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