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CONFISSÃO

Assassino de Carla diz ter tido ‘apagão’ no dia do crime, afirma delegado responsável pela investigação

Em coletiva de imprensa, Carlos Delano relatou que a polícia encontrou lençóis e panos sujos de sangue na residência do autor, que segue preso

16 julho 2020 - 09h06Victória de Oliveira
Segundo o delegado, o autor do crime confessou o assinato, mas diz não se lembrar de detalhes
Segundo o delegado, o autor do crime confessou o assinato, mas diz não se lembrar de detalhes - (Foto: Divulgação)

Marcos André Vilalba de Carvalho, 21, confessou, nesta terça-feira (14) ter sequestrado e assassinado sua vizinha Carla Santana de Magalhães, 25. O autor foi preso e estava com lençóis sujos de sangue em sua residência, na rua Nova Tiradentes, local onde Carla foi raptada e deixada morta três dias depois do crime. O rapaz, ainda, escondeu o corpo embaixo da cama antes de abandoná-lo e afirmou à polícia que perdeu a memória entre o momento em que viu a vítima na rua e o assassinato.

Conforme o delegado responsável pelas investigações, Carlos Delano, apesar de Marcos ter confessado, a confissão dele não é integral, pois há muitas partes chaves do ocorrido que estão faltando devido à falta de memória alegada pelo vizinho. “Ele disse ter saído da sua casa atrás dessa moça e que na quarta-feira (1) ao acordar, encontrou a vítima morta no chão do seu quarto. Ele colocou ela debaixo da sua cama e passou esses dias, até sexta-feira (3), com a vida normalmente.”, disse o delegado em coletiva de imprensa realizada ontem (15).

Carla havia sido sequestrada em frente à sua casa na terça-feira (30), e chegou a gritar para a mãe que estava sendo roubada. Seu corpo foi achado na calçada de uma mercearia na esquina de onde morava, três dias após seu sequestro, sem roupas e com marcas no pescoço. A polícia constatou que ela foi morta a facadas e sofreu abuso sexual. Contudo, o assassino disse a Delano não se lembrar de ter descartado o corpo três dias depois do ocorrido.

Depois da confissão, policiais juntamente com a perícia estiveram na noite de quarta (14), na residência de Marcos realizando exames periciais. “Nós fizemos exames periciais com luminol e a versão que ele diz se confirma, ela realmente esteve ali. Havia grande quantidade sangue oculto, com algumas gotas de sangue visíveis. Houve arrastamento do corpo pela casa, o que se confirma a confissão dele por meio dos elementos coletados”.

Na casa, foram encontrados panos sujos de sangue, assim como lençóis, que passarão por perícia para confirmação do DNA da vítima. O autor foi acusado de feminicídio e segue preso.

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