02 de dezembro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
(67) 99974-5440
(67) 3317-7890
SESI - Campanha Industria Geração de Empregos 3
LAMA ASFÁLTICA

Após depor na PF, Puccinelli volta para casa com tornozeleira

André Puccinelli foi um dos alvos da operação Máquinas de Lama, a 4ª fase da Lama Asfáltica

11 maio 2017 - 12h15Com informações do G1
A PF pediu a prisão preventiva do Puccinelli, mas a Justiça negou e determinou medidas restritivas como a condução coercitiva, a colocação de tornozeleira e o pagamento de fiança de R$ 1 milhão
A PF pediu a prisão preventiva do Puccinelli, mas a Justiça negou e determinou medidas restritivas como a condução coercitiva, a colocação de tornozeleira e o pagamento de fiança de R$ 1 milhão - Divulgação
Fort Atacadista Natal

Levado para depoimento na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Campo Grande, o ex-governador de Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), voltou para casa com tornozeleira de monitoramento eletrônico. A informação é do advogado dele, Renê Siufi, à TV Morena. Ele também fala em arbitragem de fiança de R$ 1 milhão e alega que o cliente não tem como pagar pois está com bens apreendidos.

Segundo o delegado Cleo Mazzoti, a PF pediu a prisão preventiva do Puccinelli, mas a Justiça negou e determinou medidas restritivas como a condução coercitiva, a colocação de tornozeleira e o pagamento de fiança de R$ 1 milhão. O prazo para pagar a fiança é de dois dias. Caso contrário a Justiça pode decretar medidas ainda mais restritivas.

O ex-governador foi um dos alvos da operação Máquinas de Lama, a quarta fase da Lama Asfáltica, que apura desvio de dinheiro com fraudes em licitações, obras e aquisição de livros didáticos. Policiais, servidores da Controladoria-Geral da União e da Receita Federal estiveram no apartamento de Puccinelli no início da manhã e saíram de lá com o político, em cumprimento a mandado de condução coercitiva.

A operação Máquinas de Lama é relacionada à fraude em licitações e corrupção com dinheiro público, que teriam ocorrido entre 2011 e 2014 , e é desdobramento de outras três, realizadas entre 2015 e 2016: Lama Asfáltica, Fazendas de Lama e Aviões de Lama. A suspeita é que o prejuízo aos cofres públicos seja de R$ 150 milhões, somente com fraudes detectadas nesta 4ª fase de investigação de desvios de recursos destinados a serviços e compras públicas, entre eles de obras em rodovias e aquisição de livros.

Mazotti afirmou ainda que as investigações apontaram que o ex-governador tinha conhecimento do esquema de desvio de recursos públicos e que recebia indiretamente. "Entendemos que o governador anterior era beneficiário desse esquema criminoso. Ele sustentou essa situação com verbas do bondes o que justifica a atuação federal neste caso e também por meio de interpostas pessoas se beneficiava", afirmou o delegado.

Mandados

Entre os mandados cumpridos também estão o de prisão do ex-secretário-adjunto de Fazenda, André Cance e de um empresário, e ainda de busca e apreensão em imóveis residenciais, repartições públicas e empresas de diversos segmentos, entre eles de informática.

Um dos mandados de busca residencial foi feito no apartamento do filho do ex-governador. Ordens judiciais de apreensão de materiais foram cumpridas ainda na Secretaria deEstado de Fazenda e na Secretaria de Estado de Educação.

De acordo com a PF, são cumpridos três mandados de prisão preventiva, nove de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para depor, 32 mandados de busca e apreensão e sequestro de valores nas contas bancárias de pessoas físicas e empresas investigadas.

As medidas judiciais são cumpridas em Campo Grande, Nioaque, Porto Murtinho, Três Lagoas, São Paulo e Curitiba, com a participação de aproximadamente 270 Policiais Federais, servidores da CGU e servidores da Receita Federal.

Máquinas de Lama

Conforme a PF, os alvos direcionavam licitações públicas, superfaturavam obras, faziam aquisição fictícia ou ilícita de produtos e corrompiam agentes públicos. Os recursos desviados resultaram em lavagem de dinheiro.

O governo do estado informou que acompanha o desenrolar da operacao e disse que vai colaborar no que for preciso.

Ainda de acordo com a PF, investigações revelaram que a fraude em licitações e superfaturamento de obras eram feitas com documentos falsos para justificar a continuidade e o aditamento de contratos, com a conivência de servidores públicos, e para obtenção de benefícios e isenções fiscais.

Os valores repassados como propina eram justificados, principalmente, com o aluguel de máquinas. Daí o nome da operação.

Outras operações

A primeira operação da PF sobre desvio de dinheiro público em gestões anteriores do governo do Estado foi deflagrada em 9 de julho de 2015. A ação apurava fraude em obras públicas. Em uma delas, grama que deveria ser plantada ao longo de três rodovias era substituída por capim. Todos os investigados negaram as acusações.

Em 10 de maio de 2016 a segunda fase da investigação: a operação Fazendas de Lama. Esta foi a primeira vez que a PF esteve na casa do ex-governador André Puccinelli. Investigação da PF, CGU e Receita indicaram que o dinheiro obtido com corrupção foi usado para compra de fazendas, daí o nome da ação.

Em julho de 2016 CGU, Receita e PF deflagraram a terceira fase da operação: a Aviões de Lama. Apurações apontaram que os investigados sobre corrupção estavam revendendo bens de alto valor e dividindo o dinheiro com diversas pessoas, com objetivo de ocultar a origem.

Banner Whatsapp Desktop
PREF DE MJU
Departamento de Operações de Fronteira - Disque Denúncia