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Tecnologia

WhatsApp terá chamadas de voz

24 fevereiro 2014 - 18h00
Jan Koum, criador do aplicativo
Jan Koum, criador do aplicativo - Alberto Estévez / EFE
Primeiro ignorado, depois desprezado… Agora Jan Koum é a estrela do Mobile World Congress (MWC). A palestra do criador do WhatsApp, a empresa que acabou (ou deixou como algo residual) com os lucros das operadoras por SMS, contou com assistentes até no tapete. O inimigo até há pouco passou a ser herói depois da venda multimilionária ao Facebook.
 
"Hoje é um dia muito especial. No dia 24 de fevereiro de 2009 fomos a San Francisco e cadastramos nossa empresa. Não tínhamos usuários, nem serviço, nem nada, só uma ilusão", relatou sem se apoiar em uma apresentação preparada. "Queríamos ligar pessoas", afirmou enquanto tratava de usar as palavras corretas e passeava pelo palco como se estivesse em seu escritório de Silicon, com jeans, camiseta e um paletó. "Agora temos mais de 500 milhões de usuários. Quase todos usam o serviço diariamente."
 
"Prometemos não mudar. Nossa filosofia é pôr às pessoas em contato", enfatizava Koum com os dois braços. No meio de uma fama que lhe supera e que sempre tem aumentado, se mostrou nostálgico: "Não tinha família, nem dinheiro, mas estava com uma garota da Austrália, de modo que tínhamos que comunicar de alguma maneira. Ela tinha Blackberry, não tinha iPhone nem nada tão avançado...".
 
Hoje é um dia muito especial. Em 24 de fevereiro de 2009 fomos a San Francisco e cadastramos nossa empresa. Não tínhamos usuários, nem serviço, nem nada, só uma ilusão.
 
E seguiu evocando sua juventude, durante a qual teve que fazer faxinas em apartamentos para seguir adiante nos EUA. "Como muitos sabem, cresci na Rússia, em um país que antes não existia (Ucrânia). Tínhamos um telefone, também meus amigos, mas não o usávamos. Às vezes vinham vizinhos para chamar familiares que estavam longe."
 
"Devido a minha experiência da infância”, disse, "WhatsApp também terá voz a partir do segundo trimestre do ano". Fez-se o silêncio em uma sala em que para assistir há que pagar ao menos US$ 6 mil. É o local onde se encontram os diretores das empresas de telecomunicações.
 
Até agora o WhatsApp permitia gravar mensagens e a emitir em uma espécie de walkie-talkie, mas seu passo seguinte é o de fazer conversas de voz, como ocorre com o Skype e, obviamente, com o poderio, de clientes e de dinheiro, do Facebook. Em princípio é outra má notícia para as operadoras, que viram  como reduziram os rendimentos do SMS (proporcionais, porque na realidade seguem aumentando: 168,7 bilhões de dólares em todo o mundo neste ano e 211,1 bilhões em 2015, segundo Gartner). Embora previsivelmente Facebook-WhatsApp chegarão a acordos com operadoras para que uns ganhem em publicidade e outros em consumo de dados.
 
Koum seguiu com sua conversa informal, espontânea, carregada de lembranças. Jogou o paletó na mão, um artigo muito raro no seu vestuário, e sacou seu velho Nokia, com mais de dez anos de vida. "Lembro quando queria usá-lo para ligar a Internet, só tinha GPRS, muito lento, e fazia tethering com bluetooth para ligar meu computador", relatava  a um público entusiasmado (jornalistas) e/ou surpreendida (diretores de operadoras).
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