21 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Saúde

Você já ouviu falar de calatonia, usada em diversas áreas médicas?

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Fort  Atacadista - 21 ANOS

A técnica é utilizada por psicólogos, fisioterapeutas e fonoaudiólogos para proporcionar conforto físico e emocional e ainda facilitar processos inconscientes.

Uma sequência de toques suaves nas extremidades do corpo, de preferência nos pés: assim é aplicada a calatonia, técnica que consegue regular o tônus muscular do paciente, soltar a tensão e proporcionar bem-estar emocional.
Apesar de o nome ainda ser um pouco desconhecido entre os leigos, a terapia não é uma novidade para os profissionais da área médica.

Esse método de relaxamento vem sendo utilizado há muito tempo e os bons resultados gerados fazem com que ele se torne cada vez mais respeitado como coadjuvante em tratamentos diversos.

Os toques são aplicados em silêncio, deixando a mente do paciente fluir livremente. A proposta é que o próprio corpo reaja naturalmente e que o psíquico se mantenha equilibrado para comandar isso.

Devido ao estresse, à ansiedade e às cobranças do dia-a-dia, a mente tende a perder seu equilíbrio, tornando-se racional ou emocional demais. E nenhum dos dois extremos é saudável ao organismo. É preciso buscar uma sintonia entre eles, e é aí que a calatonia entra em ação.

A origem da técnica
A calatonia foi criada por um médico húngaro, Petho Sandor, que se radicou no Brasil em 1949, onde permaneceu até o seu falecimento, em 1992. Ele atuou como médico durante a Segunda Guerra Mundial, atendendo feridos e refugiados em deslocamento pela Europa.

Nesse período, as condições de tratamento e socorro eram precárias e os recursos médicos, bastante escassos. Além disso, diante do trauma da guerra, muitos medicamentos agiam apenas como paliativos.

Com formação em ginecologia e obstetrícia, Sandor foi designado para cuidar de pacientes com os mais variados traumatismos, desde questões físicas até problemas emocionais.

Para atenuar dificuldades tão diferentes, ele decidiu utilizar métodos de relaxamento usuais na época, porém não obteve muito êxito. Aos poucos, acabou percebendo que a manipulação suave das extremidades do corpo proporcionava descontração muscular e reanimava os pacientes. A partir dessa experiência, o médico iniciaria um novo tratamento: a calatonia.

"Os toques sutis levam a um estado alterado de consciência, desbloqueando e equilibrando a área psíquica".

Ao longo de mais de quarenta anos de trabalho, Sandor acrescentou inúmeros procedimentos àquela seqüência inicial de movimentos, mas sempre mantendo as mesmas características básicas de aplicação - estímulos táteis realizados de forma suave.

Com isso, idealizou várias seqüências que hoje podem ser aplicadas por profissionais da área médica, que dominam os processos anatomo-fisiológicos.

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