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Violência doméstica representa quase metade da ações penais

10 março 2014 - 13h57
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Dados do Ministério Público apontam que em 2013 a violência doméstica foi o motivo de 44% das ações penais que são levadas a juízo em Campo Grande. Os dados foram apresentados no último sábado (8) pela promotora Ana Lara Camargo, durante a realização da mesa-redonda Realidades Distintas: mulheres no poder X mulheres vítimas, promovida pela Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul (OAB/MS) em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

De acordo com a promotora, o alto índice de violência praticada dentro dos lares se dá em função, principalmente, da educação sexista da sociedade. “Há um desequilíbrio na educação dada aos meninos e às meninas”, afirma Ana Lara, que vê como saída possível para a violência doméstica a igualidade nas relações de poder entre homens e mulheres. No entanto, a promotora também acredita que a Lei Maria da Penha é um avanço na tentativa de buscar o equilíbrio entre homens e mulheres: “A Lei Maria da Penha faz a sociedade refletir sobre o seu papel”.

A presidente da Comissão da Mulher Advogada e idealizadora do evento, Mara de Azambuja Salles, acredita também que a Lei Maria da Penha é benéfica, mas faz um alerta: “A eficácia da lei depende da nossa atitude e do comportamento. É um benefício à população, mas precisamos buscar uma sociedade mais equilibrada, em que façamos uma parceria com os homens. Pois quando somados, homens e mulheres, fazemos uma sociedade mais igualitária e justa”.

Para o presidente da OAB/MS, Júlio Cesar Souza Rodrigues, o aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho é um passo importante para tornar a sociedade mais equilibrada. Júlio Cesar exemplificou com o incremento no número de mulheres advogadas nos últimos 20 anos, que já quase alcança a metade de advogados do Brasil. “No meio acadêmico vemos a predominância feminina. Isso contribui para o equilíbrio, bom senso e bem-estar da sociedade, já que a mulher tem o poder para isso”, afirmou.

Participaram ainda do debate a presidente da Comissão Provisória de Combate à Violência Doméstica e Familiar contra Mulher, Tatiana Ujacow, a Secretária Municial da Mulher, advogada e secretária Municipal da Mulher, Jacqueline Hidelbrand Romero, a vereadora Carla Stephanini, a conselheira e membro da Comissão da Mulher Advogada, Luciana Branco, o presidente da Comissão de Direitos Humanos, Joatan Loureiro, a membro da Comissão Permanente de Assuntos Indígenas, Ana Patrícia Nassar e o promotor Renzo Siufi.

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