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Internacional

Venezuela ameaça suspender fornecimento de combustível

22 fevereiro 2014 - 07h21
Cassems
Enquanto um balanço da violência indica oito mortes e ao menos 137 feridos em protestos nas últimas duas semanas na Venezuela, o governo do presidente Nicolás Maduro se mostra disposto a apertar o cerco ao levante contra sua administração. Pelo Twitter, o ministro venezuelano do Petróleo, Rafael Ramírez, anunciou que o Executivo já considera suspender o envio de combustível a “zonas de cerco fascistas” — sem fazer qualquer referência direta a estados como o Táchira, Carabobo, Mérida, Bolívar, ou Caracas, onde as manifestações continuam ativas e estradas, bloqueadas.
 
 
“Vamos ser forçados a suspender fornecimento de combustível em áreas sob o cerco fascista para preservar a segurança de todos”, escreveu o ministro, que também é presidente do partido governista PSUV.
 
Em um de seus posts, Ramírez garantiu que a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA) está em alerta. Segundo ele, existem “planos do fascismo” para atacar campos petrolíferos e mecanismos de transporte de combustível aos postos de gasolina.
 
Em Táchira, após as manifestações violentas desta semana contra o governo, moradores denunciaram a suspensão de quase todos os serviços de telefonia, internet e até de eletricidade. Na quinta-feira, Ramírez havia informado que a PDVSA estava em estado de contingência para evitar o transporte de combustível por áreas atingidas pelos protestos. Um caminhão carregado com botijões de gás Propano teria sido incendiado, de acordo com o governo.
 
As manifestações estudantis que atingem a Venezuela começaram no dia 4 de fevereiro em protesto pela insegurança nas universidades, depois que uma jovem da Universidade de Los Andes sofreu uma tentativa de estupro e roubo no dia 3 de fevereiro. Dali em diante, se espalharam por todo o país e se tornaram violentos, com confrontos entre estudantes, forças de segurança e grupos armados ilegais.
 
A oposição convocou para este sábado uma nova manifestação, exigindo o desarmamento de paramilitares chavistas — com os quais o governo nega qualquer vínculo. No mesmo dia acontece outra marcha convocada pelas “mulheres chavistas”.
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