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Mundo

Vazam imagens de soldados dos EUA queimando corpos no Iraque

15 janeiro 2014 - 16h37
TMZ
O Exército dos Estados Unidos abriu uma investigação depois que o site "TMZ" publicou fotos de marines queimando cadáveres de insurgentes iraquianos em Fallujah, em 2004, informou nesta quarta-feira (15) um porta-voz do corpo militar.
 
O "TMZ" postou oito imagens nas quais aparece um marine jogando gasolina sobre um corpo antes de atear fogo, assim como um soldado posando junto a um crânio humano.
"Estamos realizando uma investigação. Neste ponto, trata-se apenas de determinar a veracidade das fotos, as circunstâncias nas quais foram tiradas e se é possível identificar os soldados envolvidos', afirmou à AFP o capitão Tyler Balzer, porta-voz do corpo de elite americano.
 
Segundo o TMZ, que assegura ter enviado ao Pentágono 41 fotografias, as imagens foram feitas em 2004 na cidade de Fallujah, fronteira com a Síria, reduto da insurgência iraquiana e onde ocorreram violentos combates com o exército americano.
 
A publicação das imagens acontece quando a cidade volta a ser cenário de violentos confrontos desde que guerrilheiros vinculados à Al-Qaeda e tribos hostis ao governo tomaram seu controle no final de dezembro.
 
Tomada de Fallujah
 
O Exército americano lançou em abril e novembro de 2004 uma forte ofensiva para recuperar Fallujah, durante a qual 95 de seus soldados perderam a vida e outros 600 ficaram feridos.
 
Os marines, muito criticados pela crueldade de suas operações, chegaram a ser acusados de crimes de guerra por terem matado civis e por terem admitido usar munição de fósforo branco, proibidas por uma das Convenções de Genebra.
 
As fotos divulgadas pelo TMZ não parecem caracterizar crimes de guerra, segundo os assessores legais do Pentágono, afirmou à AFP o coronel Steven Warren, porta-voz da instituição. "Queimar restos humanos está autorizado em algumas circunstâncias, principalmente por motivos de saúde e higiene", explicou.
 
No entanto, os militares envolvidos poderão ser acusados de violar regras militares que obrigam a respeitar os corpos e os impedem de tirar este tipo de fotos.
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