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Universidades

Universidade expulsa jovem e suspende cerca de 10 alunos

9 novembro 2009 - 13h47
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  A jovem foi hostilizada no dia 22 de outubro após usar um vestido curto dentro do campus de São Bernardo do Campo, no ABC. Cerca de 10 jovens envolvidos na confusão foram suspensos pela universidade.

  “Tudo o que eu mais queria era voltar a estudar. Eu perdi todos os meses que meu pai pagou com muito sacrifício. O meu ano na faculdade foi todo para o lixo. Eu perdi tudo, eu estou muito perdida, muito abalada, é muita pressão de todos os lados”, disse a aluna em entrevista ao Jornal Hoje.

  “Eu nunca imaginei que fosse acontecer comigo, realmente foi uma grande injustiça, foi uma grande maldade, porque eu fui a vítima. Isso não vai ficar assim”, afirmou Geisy, que ressaltou que o vestido usado no dia da confusão não era novidade na universidade.

  “Eu sempre me vesti de uma forma que me sentia bem, que não ofendesse ninguém, sempre fui desse jeito. De forma alguma ninguém nunca me recriminou, nem falou que eu não poderia ir”, disse a estudante.

  Ela reclamou também da repercussão do caso e dos vídeos publicados na internet. “Eu fui humilhada não só dentro da faculdade, mas o Brasil inteiro viu os meus vídeos. Tentaram colocar celulares dentro das minhas pernas, dentro do meu vestido, isso não pode acontecer com uma mulher, comigo nem mais com ninguém”.

  Na manhã desta segunda, a expulsão de Geisy era o principal assunto na universidade. O assunto dividiu as opiniões dos outros estudantes. A maior parte dos alunos ouvidos pelo G1 concorda que a atitude da jovem – que teve que ser escoltada pela Polícia Militar após ir à aula com um vestido curto – foi exagerada. A expulsão, entretanto, é motivo de polêmica.

  Também na manhã desta segunda, era possível ver uma pichação em um dos muros do campus da universidade em São Bernardo do Campo. Segundo alunos, a inscrição ‘Faculdade preconceito’ não estava no muro até o fim da semana passada.

Justificativa

  A Uniban anunciou a expulsão da estudante no fim de semana, com a publicação de anúncios publicitários em jornais de São Paulo. O advogado da universidade justificou a expulsão de Geisy dizendo que ela provocou os alunos.

  "Não é a vestimenta. É a atitude da aluna Geisy, como, por exemplo, ao subir ter parado no meio do percurso e levantado a saia", afirmou o assessor jurídico da instituição, Décio Lencioni Machado.

  Segundo o defensor da jovem, o advogado Nehemias Domigos de Melo, a sindicância interna aberta pela faculdade não foi correta. "Isso é um procedimento legítimo, que visa identificar envolvidos na agressão. No caso, eles mudaram e transformaram a vítima em réu", afirmou ao G1 na manhã desta segunda. Ele acrescentou que deve recorrer da decisão da faculdade.

  No domingo (8), a União Nacional do Estudantes (UNE) divulgou comunicado repudiando a decisão da Uniban. "Essa história absurda teve um desfecho ainda mais esdrúxulo”, informou a união. Na nota, a entidade exige que “a matrícula da estudante seja mantida, que a universidade se retrate publicamente e que todos os agressores sejam julgados e condenados não somente pela instituição, a Uniban, mas também pela Justiça brasileira”.

 

 

 

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