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ESTADOS UNIDOS

Trump: nomeação de procurador para investigação sobre Rússia é "caça às bruxas"

18 maio 2017 - 08h29

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (18) que está sendo alvo de uma "caça às bruxas", após a nomeação de um procurador especial, o ex-diretor do FBI (a polícia federal do país) Robert Mueller, para supervisionar a investigação sobre a suposta interferência russa nas eleições americanas e os possíveis vínculos do Kremlin com a campanha. A informação é da Agência EFE.

Em seu perfil no Twitter, Trump disse que se trata da maior "caça às bruxas" contra um político na história dos Estados Unidos.

Segundo o presidente, mesmo com "todos os atos ilegais" que ocorreram na campanha de sua rival democrata, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, e no governo do ex-presidente Barack Obama, "nunca houve a designação de um procurador especial".

Ontem (17), em comunicado divulgado pela Casa Branca, Trump assegurou que a "exaustiva investigação" que será supervisionada por Mueller revelará a falta de relações entre sua campanha eleitoral e o Kremlin. "Como já disse muitas vezes, uma investigação exaustiva confirmará o que já sabemos: não houve conluio entre minha campanha e qualquer organização estrangeira".

O Departamento de Justiça nomeou Mueller procurador especial para supervisionar a investigação. "Minha decisão não significa que foram cometidos delitos e que uma acusação está garantida. Não cheguei a semelhante determinação", explicou o procurador-geral adjunto, Rod Rosenstein, no comunicado em que anunciou a nomeação de Mueller. Rosenstein insistiu que um procurador especial é necessário para que o povo americano tenha plena confiança no resultado da investigação.

A oposição democrata vinha pedindo, há semanas, a nomeação de um procurador especial independente para essa investigação, sobretudo depois que Trump demitiu, na semana passada, o então diretor do FBI, James Comey, que estava à frente das apurações sobre a suposta interferência russa.

Hoje, Rosenstein falará ao Senado, em reunião a portas fechadas, sobre a decisão de Trump de demitir Comey

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