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GERAL

Soma de erros causou rompimento de barragem cearense, aponta MDR

2 dezembro 2020 - 10h50

O rompimento de um duto de concreto da barragem de Jati, no interior do Ceará, em agosto deste ano, foi causado por uma falha na montagem de um conjunto de válvulas. A conclusão consta do relatório final que peritos entregaram ao Ministério do Desenvolvimento Regional nesta terça-feira (1º).

Segundo a pasta, os especialistas identificaram falhas na instalação e operação de válvulas da tubulação do ramal 2 do empreendimento, que faz parte do Eixo Norte do Projeto de Integração do Rio São Francisco. Isto teria ocasionado o fechamento indevido de uma válvula, levando o volume d´água a exceder a capacidade do duto, que se rompeu.

O vazamento do grande volume de água que se acumulou acabou danificando o talude da barragem, gerando prejuízos materiais e atrasos no projeto de integração. O acidente não causou mortes ou ferimentos graves, mas cerca de 2 mil pessoas tiveram que ser temporariamente removidas das proximidades. Posteriormente, foi decretada situação de emergência municipal e o governo federal autorizou o repasse de R$ 100,6 mil para assistência às famílias afetadas.

“Falhas nas fases/atividades de montagem e comissionamento do conjunto de válvulas (esférica e dispersora) impactaram para as condições seguras de Operação da Barragem Jati”, destacou o ministério, em nota em que aponta que a “sequência de falhas aponta para um somatório de erros” por parte do consórcio responsável por esta parte da obra, formado pelas empresas CMT Engenharia e Fahma Planejamento e Engenharia.

A perícia descartou a possibilidade de sabotagem na tubulação, sustentando que foi “a montagem incompleta” o que inviabilizou a operação automática do conjunto de válvulas que garantiria a segurança de operação. “Esta montagem e comissionamento deveriam ter sido realizados pelo consórcio contratado para a operação”, acrescenta o Ministério do Desenvolvimento Regional.

Especialistas avaliaram as estruturas afetadas e, segundo o ministério, atestaram que o terreno está estável, não exigindo obras adicionais. Um processo administrativo foi instaurado e, após calcular todos os prejuízos, o Ministério do Desenvolvimento Regional acionará a CMT e a Fahma para que reparem os gastos. “Caso necessário, os envolvidos serão acionados judicialmente”, explica a pasta.

Consultados, representantes das duas empresas consorciadas disseram à Agência Brasil que souberam do resultado da perícia contratada pelo ministério por meio da divulgação da nota à imprensa. A Fahma informou à reportagem que caberia a CMT se pronunciar sobre as conclusões dos peritos. Já a CMT informou que está analisando as conclusões parcialmente divulgadas pelo ministério e buscando mais detalhes para elaborar uma manifestação que deve divulgar em breve.

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