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Saúde

Semana de Combate à Hanseníase terá ações nas unidades de saúde

27 janeiro 2014 - 14h49

A última semana de janeiro será dedicada em todo o país, ao alerta e prevenção da pior doença da pele humana. A 'Semana de Combate à Hanseníase' terá ações nas unidades de saúde de Campo Grande, em específico com cinco unidades se mobilizadas totalmente para tratar do assunto da doença infectocontagiosa, causada pelo Mycobacterium leprae, que atinge pele e nervos. Leia abaixo sobre transmissão, combate e prevenção da doença que tem cura, apesar de ser considerada no passado recente como peste e uma praga na vida da pessoa.

Desta segunda-feira até sexta-feira (31),  a Sesau (Secretária municipal de Saúde) colocará as ações de busca de casos e de conscientização da população concentradas nos postos dos bairros Nova Lima, José Abrão, Jardim Noroeste, São Conrado e Silvia Regina. Veja endereços abaixo, dos postos de atendimento.

A região Sul da Capital, não foi contemplada com nenhum posto especifico, mas segundo a prefeitura, pesar da campanha estar concentrada nos locais citados, todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF) realizam ações contínuas de combate, controle e enfrentamento da doença durante todo o ano, de acordo com a prefeitura.

Os principais sinais e sintomas são: manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas em qualquer parte do corpo, áreas da pele que não coçam, formigamento e dormência, diminuição ou ausência de sensibilidade ao calor, frio, dor e ao toque.

Transmissão e combate

A doença tem um passado triste, de discriminação e isolamento dos doentes, que hoje já não existe e nem é necessário, pois a doença pode ser tratada e curada.
 
A transmissão se dá de indivíduo para indivíduo, por germes eliminados por gotículas da fala e que são inalados por outras pessoas penetrando o organismo pela mucosa do nariz. Outra possibilidade é o contato direto com a pele através de feridas de doentes. No entanto, é necessário um contato íntimo e prolongado para a contaminação, como a convivência de familiares na mesma residência. Daí a importância do exame dos familiares do doente de hanseníase.
 
A maioria da população adulta é resistente à hanseníase, mas as crianças são mais susceptíveis, geralmente adquirindo a doença quando há um paciente contaminante na família. O período de incubação varia de 2 a 7 anos e entre os fatores predisponentes estão o baixo nível sócio-econômico, a desnutrição e a superpopulação doméstica. Devido a isso, a doença ainda tem grande incidência nos países subdesenvolvidos.
 
Manifestações clínicas
 
As formas de manifestação da hanseníase dependem da resposta imune do hospedeiro ao bacilo causador da doença. Esta resposta pode ser verificada através do teste de Mitsuda, que não dá o diagnóstico da doença, apenas avalia a resistência do indivíduo ao bacilo. Um resultado positivo significa boa defesa, um resultado negativo, ausência de defesa e um resultado duvidoso, defesa intermediária.
 
Temos então, as seguintes formas clínicas da doença:
 
Hanseníase indeterminada: forma inicial, evolui espontaneamente para a cura na maioria dos casos e para as outras formas da doença em cerca de 25% dos casos. Geralmente, encontra-se apenas uma lesão, de cor mais clara que a pele normal, com diminuição da sensibilidade. Mais comum em crianças.
 
Hanseníase tuberculóide: forma mais benigna e localizada, ocorre em pessoas com alta resistência ao bacilo. As lesões são poucas (ou única), de limites bem definidos e um pouco elevados e com ausência de sensibilidade (dormência). Ocorrem alterações nos nervos próximos à lesão, podendo causar dor, fraqueza e atrofia muscular.
 
Hanseníase borderline (ou dimorfa): forma intermediária que é resultado de uma imunidade também intermediária. O número de lesões é maior, formando manchas que podem atingir grandes áreas da pele, envolvendo partes da pele sadia. O acometimento dos nervos é mais extenso.
 
Hanseníase virchowiana (ou lepromatosa): nestes casos a imunidade é nula e o bacilo se multiplica muito, levando a um quadro mais grave, com anestesia dos pés e mãos que favorecem os traumatismos e feridas que podem causar deformidades, atrofia muscular, inchaço das pernas e surgimento de lesões elevadas na pele (nódulos). Órgãos internos também são acometidos pela doença.
 
Tratamento
 
A hanseníase tem cura. O tratamento da hanseníase no Brasil é feito nos Centros Municipais de Saúde (Postos de Saúde) e os medicamentos são fornecidos gratuitamente aos pacientes, que são acompanhados durante todo o tratamento.
 
A duração do tratamento varia de acordo com a forma da doença: 6 meses para as formas mais brandas e 12 meses para as formas mais graves.

Serviço

Confira os endereços das unidades de saúde em Campo Grande que fazem parte da campanha:

- UBSF Dr. Fernando de Arruda Torres - José Tavares
Rua Zulmira Borba, s/nº - Nova Lima/José Tavares do Couto

- UBSF José Abrão - Dr. Elias Nasser Neto
Rua Armando Holanda, s/nº - Conjunto José Abrão

- UBSF Jardim Noroeste - Dr. Cláudio Luiz Fontanillas Fragelli
Rua Dois Irmãos, 71 - Jardim Noroeste

- UBSF São Conrado - Pastor Eliseu Feitosa de Alencar
Rua Pampulha, 859 - bairro São Conrado

- Unidade Básica de Saúde Silvia Regina - Dra. Eleonora Moura Quevedo Gomes
Rua Tordesilhas, s/n, esquina com Av. Capibaribe - bairro Silvia Regina.

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