28 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Educação

Sem repasse, Centro Infantil pode fechar

Desde janeiro o Centro não recebe o repasse mensal de R$ 17 mil da Prefeitura
Desde janeiro o Centro não recebe o repasse mensal de R$ 17 mil da Prefeitura - Divulgação
Fort  Atacadista - 21 ANOS

Instituição tem uma dívida de R$ 100 mil com o INSS e  FGTS referente  a encargos sociais dos funcionários

O Centro de Educação Infantil do Residencial Flamingos que funciona há 19 anos e atende 70 crianças pode fechar às portas por falta de verbas. Desde janeiro o Centro não recebe o repasse mensal de R$ 17 mil da Prefeitura que garantia o pagamento dos 12 funcionários. Sem a verba, os funcionários estão com quatro meses de salário em atraso e a manutenção tem sido garantida por doações de alimentos de duas redes de supermercados (Comper e Campos) e com a contribuição de R$ 20,00 que os pais fazem todos os meses. As contas de água e luz são pagas pelo Governo do Estado. O prédio pertence ao condomínio do residencial e foi cedido em comodato. 

A Prefeitura e o Governo do Estado não aceitaram renovar o convênio para repasse dos recursos porque a instituição tem uma dívida de R$ 100 mil com o INSS e  FGTS referente  a encargos sociais dos funcionários que não tem sido  recolhidos desde 1991. Esta dívida foi renegociada quatro vezes, mas por conta dificuldade financeira da instituição, não foi paga. “Estamos sem dinheiro para nada, algumas funcionárias não estão vindo, outras só querem trabalhar meio período. Não sei o que eu faço, pois não tenho de onde retirar dinheiro para pagar as dívidas”, desabafa a presidente da Associação mantenedora do CEI. Por conta das dificuldades financeiras, as crianças do berçário só estão ficando pela manhã no centro.  

A secretaria da SEMED - Secretária Municipal de Educação de Campo Grande -, Maria Cecília Amêndola da Motta, afirmou que não poderá fazer o repasse da verba pois a instituição está inadimplente e que eles já tinham ciência desde o ano passado que caso continuassem negativos com o município, não receberiam.

A vendedora Marisa Monte de Carvalho é mãe de uma das crianças que ficam no centro em período integral. Seu filho tem 1 ano e 9 meses, e fica na instituição desde os 4 meses. Marisa disse que os outros dois filhos, um menino de 10 anos e a menina de 8, também ficaram no centro de educação quando pequenos. Ela é moradora do Bairro Santo Antonio e diz estar muito preocupada com a atual situação do local. 

Segundo ela, sente segurança em deixar seus filhos aos cuidados dos funcionários, que cuidam muito bem das crianças, respeitando os horários da alimentação e zelando pelo bem-estar. Ela teme o fechamento do local, pois, defende que nesse período do ano, não encontrará vagas em uma creche do município, sendo que já fez algumas buscas por vagas em alguns Ceinf’s e , de fato, não encontrou. Marisa afirma que a mesma situação acontece com as outras mães. Ela contribui com R$ 20, às vezes até com um pouco mais e doa leites, frutas, compra as rifas que o centro realiza, enfim, ajuda sempre quando está ao seu alcance. Ela disse que o prefeito poderia ajudar pois muitas mães não saberão onde deixar suas crianças.

 

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