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Guerra

Reino Unido prevê maior gasto militar desde a Guerra Fria

Estimado em £ 16,5 bilhões (por volta de R$ 116,7 bilhões) para os próximos quatro anos, o plano foi apresentado por Boris Johnson ao Parlamento

20 novembro 2020 - 06h08
Soldados britânicos em treinamento
Soldados britânicos em treinamento - (Foto: Carl de Souza/AFP)
Fort Atacadista Natal

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou nesta quinta-feira, 19, o maior investimento militar desde o fim da Guerra Fria no Reino Unido, que incluirá um comando espacial, uma agência de inteligência artificial e uma força cibernética. "São tecnologias que vão revolucionar a guerra", disse Johnson.

Estimado em £ 16,5 bilhões (por volta de R$ 116,7 bilhões) para os próximos quatro anos, o plano foi apresentado por Johnson ao Parlamento por videoconferência, direto de Downing Street. O premiê está em quarentena, após ter mantido contato com um deputado que teve diagnóstico positivo para o novo coronavírus. "Decidi que a era dos cortes na Defesa deve terminar agora", disse Johnson. "Tomei essa decisão em meio à pandemia porque a defesa do país deve ser a prioridade."

Junto com sua promessa eleitoral de aumentar o orçamento militar britânico anual em 0,5% acima da inflação, esse investimento adicional sem precedentes nos últimos 30 anos significa £ 24,1 bilhões (R$ 168 bilhões) a mais para as Forças Armadas do Reino Unido.

O plano levará o orçamento militar a £ 190 bilhões (R$ 1,3 trilhão) nos próximos quatro anos, reforçando a posição do Reino Unido como o país europeu que mais gasta em Defesa - por volta de 2,2% do Produto Interno Bruto, e o segundo na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), atrás apenas dos Estados Unidos.

A oposição não gostou. Em meio a uma pandemia que já matou pelo menos 53 mil britânicos e a pior recessão da história recente, o líder oposicionista, Keir Starmer, perguntou "como esse plano será pago". "Haverá endividamento adicional, ou aumento de impostos, e, se sim, quais, ou o dinheiro terá que vir de outros ministérios?", questionou o parlamentar.

Johnson não quis responder se os fundos procederão de um corte na generosa ajuda britânica ao desenvolvimento, atualmente fixada em 0,7% do PIB.

Com ameaças crescentes de países como Rússia e China, "a situação internacional é mais perigosa e intensamente competitiva do que em qualquer momento desde a Guerra Fria, e o Reino Unido deve ser fiel à sua história e apoiar seus aliados", disse o primeiro-ministro, em um aparente aceno para o presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden.

Diante de novas ameaças como ataques cibernéticos, o Reino Unido também pretende "ser um pioneiro em novas tecnologias", declarou, anunciando a criação de uma nova agência dedicada à Inteligência Artificial, uma Força Cibernética Nacional e um novo "Comando Espacial" para lançar seu primeiro foguete em 2022.

Segundo o vice-diretor-geral do Instituto Royal United Services para Estudos de Defesa e Segurança, Malcolm Chalmers, o plano anunciado pelo primeiro-ministro britânico significa que o Reino Unido manterá sua posição de potência militar de médio escalão ao lado de nações como França, Alemanha e Japão, mas ainda atrás dos EUA e da China. "Isso é um recado do governo para dizer que, mesmo com a saída da União Europeia, o Reino Unido ainda é um forte membro da aliança e que mantém uma forte influência, como ocorre há décadas", disse. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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