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Brasil

PT afirma que Brasil não precisa copiar outros modelos de lei de Meios

7 março 2014 - 16h33
O presidente do PT, Rui Falcão, descartou nesta sexta-feira no fórum "Efe Café da Manhã", realizado em São Paulo, que o país necessite copiar e implementar outros modelos de leis de Meios, como os adotados pela Argentina e Venezuela.
 
"Não queremos para o Brasil o modelo da Argentina e da Venezuela, queremos liberdade de expressão e os monopólios dentro da lei. Queremos mudar o sistema de concessões e evitar que os políticos sejam donos dos meios de comunicação", disse Falcão durante o sétimo dos cafés da manhã da Efe no país.
 
Para Falcão, que na próxima semana deve viajar para Caracas, "a realidade da Venezuela não tem a ver com a realidade brasileira. Há conflitos com grandes grupos de comunicação lá. Há denúncias que se aliaram com golpistas, mas nada justificaria impedir a circulação dos meios de comunicação".
 
"Não proponho expropiá-los (os monopólios), mas é necessário criar um período de transição para que os donos optem para escolher entre um mandato legislativo e seguir com os meios de comunicação", acrescentou Falcão.
 
Para o presidente do partido de Governo, os oligopólios nos meios de comunicação brasileiros "utilizam" os canais noticiários "para se manter no poder e a Constituição proíbe isso".
 
"Necessitamos de uma lei que possa fazer valer a Constituição", ressaltou Falcão, que reiterou que a proposta de regulação é "sem censura e sem nenhum tipo de restrição".
 
"Fomos (o PT) os que mais lutamos pela liberdade de expressão na Constituição. Mas temos a existência de monopólios e oligopólios que não foram regulamentados, especialmente os meios de imprensa eletrônicos. Necessitamos de mais vozes para que não haja uma opinião pública dirigida e divulgada", considerou o líder político.
 
Falcão, deputado regional no estado de São Paulo, expôs perante empresários, jornalistas e políticos convidados pela Efe e a empresa espanhola Indra, patrocinadora do café da manhã, sobre os desafios da força do Governo para 2014, como a candidatura à reeleição da presidente Dilma Rousseff nas eleições de outubro.
 
O político é também o coordenador do grupo de campanha para a reeleição de Dilma, que é integrado, além do governante, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), pelo chefe do gabinete de ministros, Aloizio Mercadante, e pelo publicitário João Santana, entre outros.
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