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Fórmula 1

Presidente da Ferrari alerta para trapaças e "pilotos de táxis" em 2014

13 março 2014 - 16h05
O presidente da Ferrari, Luca di Montezemolo, afirmou nesta quinta-feira acreditar que a Fórmula 1 está entrando em uma nova e incerta fase e alertou para possíveis "trapaças técnicas". Em uma carta para fãs da equipe, às vésperas do Grande Prêmio da Austrália deste domingo, o dirigente também expressou preocupação sobre as mudanças nas regras, que poderiam tornar pilotos como Fernando Alonso "motoristas de taxi", em vez de pilotos no limite da velocidade.
 
A categoria trocou os motores antigos V8, com capacidade para 2.4 litros, para unidades V6 turbo de 1.6 litros e que possuem sistemas complexos de recuperação de energia, com ênfase em economia de combustível.
 
"Mudanças importantes no regulamento como essas trazem algumas áreas cinzas, por exemplo, em combustível, software e consumo", escreveu Montezemolo. "Quanto a isso, espero que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) esteja atenta – como tenho certeza que ela estará – para evitar qualquer trapaça que também ocorreu no passado recente, mas não pode mais se repetir pelo bem desse esporte".
 
As escuderias só podem ter 100kg de combustível por corrida nesta temporada – na anterior, a capacidade era de 150 a 160kg. A FIA é responsável por vistoriar esse peso, além da vazão do combustível. A Fórmula 1 teve vários escândalos e controvérsias nos últimos anos, envolvendo até a equipe campeã de 2013, Red Bull, acusada de usar uma forma ilegal de controle de tração. Envolvido com a categoria desde os anos 70, Montezemolo afirmou que a nova temporada tem mais incógnitas e incertezas do que no passado.
 
"Resumindo, é um carro complicado que também vai exigir uma forma diferente de pilotar", definiu. "Também será um campeonato difícil para os espectadores acompanharem. Os pilotos terão de tomar cuidado para não desgastarem os pneus e economizarem combustível. Espero que eles não se tornem motoristas de taxi – digo isso com o maior respeito por esses profissionais, mas eles obviamente fazem um trabalho diferente", explicou.
 
Montezemolo apontou ainda que a Ferrari tem um time forte, e a melhor dupla de pilotos, com os campeões mundiais Fernando Alonso e Kimi Raikkonen. "Também estamos colocando em prática um plano intenso de desenvolvimento, que conta com os dados do túnel de vento confirmados com as comparações na pista, algo que não ocorreu nos últimos anos", concluiu. A Ferrari, a mais antiga e bem sucedida equipe na Fórmula 1, terminou a temporada de 2013 no terceiro lugar, atrás da Red Bull e da Mercedes.
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