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corredor gastronômico

Prefeito visita ação voluntária que transforma rua em novo corredor gastronômico

As intervenções temporárias servirão para "testar" o que a população acha mais viável para o espaço urbano em tempos de pandemia

26 novembro 2020 - 20h56
O projeto é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Prefeitura entra com a cooperação técnica
O projeto é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Prefeitura entra com a cooperação técnica - (Foto: Reprodução/Prefeitura de Campo Grande)
MÊS DA ECONOMIA COMPER

O Prefeito Marquinhos Trad visitou o trabalho de dezenas de voluntários que estão transformando a rua José Antônio, novo corredor gastronômico e cultural da cidade, em um lugar mais atrativo e aconchegante na noite desta quinta-feira (26). As intervenções temporárias servirão para “testar” o que a população acha mais viável para o espaço urbano em tempos de pandemia.

Participando efetivamente do trabalho, ele ressaltou a importância da proposta. “É um modelo diferente que está sendo implantado também em Buenos Aires e Montevidéu para que as pessoas possam participar e opinar cada vez mais das atividades públicas, deixando o serviço mais assertivo e objetivo para todo mundo”

Michele de Andrade Torres soube da proposta de Urbanismo Tático, gostou da ideia e decidiu ajudar. “É muito bom poder fazer parte da construção de um projeto inovador e diferente para a Capital, uma intervenção de baixo custo, para trazer mais espaço público para as pessoas na rua, que é o que importa”.

O projeto é financiado pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento e a Prefeitura entra com a cooperação técnica. Campo Grande foi a única cidade no Brasil a ser escolhida para participar dessa iniciativa que está contando com a parceria de vários empresários. Gustavo Eugênio, representante da Arara Azul Tintas, que doou tinta para a pintura da rua contou como é participar.

“Temos grande satisfação em ser parceira no projeto de urbanismo do Corredor Rua José Antônio. É ótimo fazer parte de um projeto como este, que proporciona bons momentos de tranquilidade e lazer aos campo-grandenses. As cores trazem mais alegria e deixam a região, que conhecemos pelos ótimos bares e restaurantes, ainda mais acolhedora”.

O empresário Rodrigo Hata, presidente da Associação dos Empresários da rua José Antônio Pereira (AEJAP), participa do processo de construção da proposta desde o começo, ainda nas reuniões virtuais. Para ele, a via ficará muito mais acolhedora com as intervenções.

“Nós, como empresários da rua, estamos muitos felizes com a postura inovadora por parte da Prefeitura em aplicar um conceito colaborativo e de urbanismo tático. Através de estudos, medições e intervenções, onde será possível entender melhor como a população vai interagir com esses espaços. Ou seja, ao invés de impor, ela está escutando as opiniões de acordo com a sensibilidade do cidadão junto à classe empresarial”.

As experimentações dos novos espaços que serão criados ao longo da rua começam na próxima semana e seguem até a segunda quinzena de dezembro. O que for considerado positivo pela população, será incorporado ao projeto definitivo de revitalização da rua José Antônio, previsto para iniciar no ano que vem.

Estudo

Foram escolhidas três cidades do continente sul americano – Montevideo (Uruguay), Buenos Aires (Argentina) e Campo Grande (Brasil) – nas quais o BID já tinha operações, para testarem soluções de Urbanismo Tático, muitas delas já sendo testadas como respostas à pandemia em cidades do hemisfério norte.

Neste contexto foi montada uma equipe de consultoria com agentes externos e agentes locais, responsáveis pela coordenação no terreno. Esta equipe está trabalhando numa cooperação técnica com as diferentes Secretarias do Município em um processo colaborativo com todos os setores da sociedade pegando como base a Rua José Antônio, que em maio deste ano teve uma lei aprovando um novo Corredor Gastronômico, Turístico e Cultural em quinze das suas quadras.

As intervenções são de curto prazo e baixo custo, e basicamente são alargamentos de trechos de calçadas para gerar pequenos “bolsões de permanência” que possam ajudar nas dinâmicas tanto dos comércios e serviços da região, como na relação das pessoas moradoras e visitantes da área, funcionando como pequenos pontos de encontro e desfrute ao ar livre.

“Em meio à pandemia do coronavírus as cidades estão sofrendo muitos impactos, e o LAB Ciudades (setor da Divisão de Habitação e Desenvolvimento Urbano do BID) resolveu testar alternativas de intervenções urbanas para ajudar a reativar as economias no contexto de distanciamento físico e também para o momento de retomada, nos cenários futuros pós pandemia. Em setembro iniciamos um processo aberto com a presença de representantes da Administração Pública, das Universidades, das pessoas moradoras e da Associação de Comerciantes da José Antônio, fazendo pesquisas, levantamentos, entrevistas e oficinas que foram a base de um diagnóstico para o uso dos espaços públicos do Corredor. Tudo isso será monitorado para gerar dados parte de um relatório que será entregue para a Prefeitura utilizar como Diretrizes Projetuais para a obra do ano que vem”, explicou Leonardo Brawl Márquez, Urbanista, membro do coletivo TransLAB.URB e consultor do BID no projeto Urbanismo Tático Campo Grande Corredor José Antônio.

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