30 de novembro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Interior

Prefeito de Sidrolândia devolve ao Incra malha viária de 344 km em assentamento

Boa parte das estradas e travessões abertos estão em situação precária, com trechos em que a água da
Boa parte das estradas e travessões abertos estão em situação precária, com trechos em que a água da - Divulação
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O prefeito de Sidrolândia, Daltro Fiúza, decidiu devolver ao Incra uma malha viária de 344 quilômetros aberta ano passado ao custo de R$ 3,5 milhões no Assentamento Eldorado, que concentra 2.385 famílias em 30 mil hectares.

“Não temos condições de assumir a manutenção dessas estradas porque foram abertas, através de empreiteiras contratadas, ignorando normas do plano de obras e posturas do município”, argumenta o prefeito que comunicou sua decisão ao superintendente regional do Incra, ao delegado do Ministério do Desenvolvimento Rural (e diretamente ao Ministério em Brasília) e também ao senador Valter Pereira, com a sugestão de abertura de auditoria para averiguar se o que foi feito seguiu as especificações previstas no edital e no projeto de engenharia”. 

 Boa parte das estradas e travessões abertos estão em situação precária, com trechos em que a água da chuva ficou acumulada, além de pontes e bueiros mal projetados que não resistiram ao último temporal. Faltou encascalhamento e elevação do leito da pista para permitir o escoamento da enxurrada. Algumas regiões ficam isoladas. Quando chove as crianças não vão à escola porque o transporte escolar não consegue vencer os atoleiros. “Chegamos a ficar dois dias sem transporte, porque o ônibus não entra em alguns travessões”, revela Laura Silva, que representa os moradores da região conhecida como “Ilha”, onde há 28 assentados. 

O prefeito suspeita que tenha havido subfaturamento na contratação da obra. Ou seja, para vencer a licitação, a empreiteira apresentou um orçamento baixo, insuficiente para cobrir os custos da execução do projeto dentro das especificações técnicas e de engenharia. Pelos cálculos de Daltro Fiúza com base experiência do município na abertura de estradas rurais, em média um quilômetro custa R$ 16 mil. A empreiteira contratada pelo Incra gastou em torno de R$ 10 mil, um valor 40% mais barato. O “mistério” desta economia pode estar no fato de não ter erguido o leito das estradas, nem ter feito o encascalhamento.
A situação precária das estradas tem provocado críticas dos assentados, que cobram providências da Prefeitura embora a malha viária ainda esteja sob controle do Incra. “O município não pode ser responsabilizado por uma situação que não criou”, afirma a presidente da Câmara de Sidrolândia, Rosangela Rodrigues, ao receber uma comissão de assentados que foram reclamar da precária condição das estradas. “Nossa preocupação é que como as estradas tem muitos atoleiros, o material para construção das casas que o Incra começou a enviar esta semana, demore ainda mais para chegar”, esclarece Sidneia Pereira, que desde 2005, quando recebeu o lote, está morando ao lado do marido e dos filhos, num barraco de lona.

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