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Campanha

Pólio: 2ª etapa da mobilização nacional acontece dia 19

15 setembro 2009 - 13h32
Vacinação será no dia 19 de setembro
Vacinação será no dia 19 de setembro - Divulgação
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  A segunda fase da campanha terá como slogan “Não dá pra vacilar. Mais uma vez, tem que vacinar”. A meta é proteger cerca de 14,7 milhões de crianças – o que representa 95% das crianças menores de cinco anos – e manter o Brasil na condição de país certificado internacionalmente para a erradicação da pólio.

  Cerca de 115 mil postos de vacinação vão estar disponíveis aos pais ou responsáveis em todo o País. Serão aproximadamente 350 mil pessoas trabalhando na campanha, que contará com a utilização de 40 mil veículos (terrestre, marítimo e fluvial). A soma total de investimento do governo federal nas duas fases da campanha é de R$ 35.102.007,00.

  A segunda etapa da campanha foi adiada de 22 de agosto para 19 de setembro devido ao surgimento da gripe Influenza A (H1N). O “Dia D” da primeira etapa foi realizado em 20 de junho e atingiu 95,7% do público alvo no País.

Estado 

  Em Mato Grosso do Sul cinco mil pessoas estarão envolvidas e 2,5 mil postos de vacinação – entre volantes e fixos – serão disponibilizados. O Estado tem 202.609 crianças menores de cinco anos de idade. Para alcançar a meta de 95% de imunização precisa vacinar 192.478.

  Em alguns municípios a segunda etapa começou nesta segunda-feira (14), mas a expectativa é de que o grande dia de mobilização e sensibilização seja no sábado, 19 de setembro.

  Na primeira etapa da campanha, o Estado ultrapassou a meta e imunizou 98,09% das crianças menores de cinco anos.

A doença

  A poliomielite é uma infecção transmitida por meio do contato com um portador da pólio ou então com fezes humanas. Os principais sintomas são: febre, mal-estar, dor-de-cabeça e em alguns casos paralisia flácida (incapacidade de mexer os membros). Para esta doença não existe tratamento, apenas a vacina garante a imunização.

A vacina

  A vacina é trivalente, ou seja, contém uma suspensão dos vírus da poliomielite atenuados dos tipos 1, 2 e 3 (cepas Sabin). A eficácia da vacina fica em torno de 90% a 95%, conferindo proteção contra os três tipos de poliovírus já após a primeira dose.

  Para uma longa imunidade, frente aos três tipos de poliovírus, faz-se necessária a série completa do esquema básico, ou seja, três doses. Assim, praticamente 100% dos vacinados terão proteção garantida.

  Até o momento, não existe contraindicações absolutas à administração da vacina oral contra a poliomielite, contudo, ela deve ser evitada nas seguintes situações:

• crianças portadoras de infecções agudas, com febre acima de 38º C;

• crianças com hipersensibilidade conhecida a algum componente da vacina, a exemplo da estreptomicina ou eritromicina;

• crianças que, no passado, tenham apresentado qualquer reação anormal a esta vacina;

• crianças imunologicamente deficientes devido a tratamento com imunossupressores ou de outra forma adquirida ou com deficiência imunológica congênita.

  Também não deve ser administrada em crianças submetidas a tratamento com corticosteróide, antimetabólicos, radiação ou a qualquer terapia imunossupressora.

  Atualmente ainda há risco de reintrodução dos poliovírus selvagens no Brasil devido à possibilidade de importação de casos provenientes de países endêmicos ou pela ocorrência de surtos devido à circulação do poliovírus derivado vacinal (PVDV) em áreas de baixas coberturas vacinais com a vacina oral contra a poliomielite (VOP).

  Dados da Organização Mundial de Saúde referentes ao período de 2000 a maio de 2009 demonstram que 19 países no mundo ainda registram casos de poliomielite, com variação de 483 casos (2001) a 1997 casos em (2006) sendo quatro desses países considerados pólio-endêmicos: Afeganistão, Índia, Nigéria e Paquistão e em 15 países devido à importação: Sudão, Uganda, Kenia, Benin, Angola, Togo, Burkina Faso, Niger, Mali, República da África Central, Chad, Cote d”Ivoire, Ghana, Nepal, República Dominicana do Congo.

  O panorama atual da doença aponta que no ano de 2008 foram registrados 1.660 casos e nos países não endêmicos houve um aumento considerável de casos em 2009 (até 20 de maio) se comparados ao mesmo período em 2008, elevando-se de 21 para 118 casos.

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