21 de outubro de 2020 Grupo Feitosa de Comunicação
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Obras

Pesqueiro, chácaras e 80 famílias no traçado de nova avenida às margens do Córrego Lagoa

Fort  Atacadista - 21 ANOS

No traçado da avenida que está sendo aberta às margens do Córrego Lagoa, com 10 quilômetros de extensão,  ligando a Avenida Duque Caxias  à Edgar Lopes de Faria , a   Prefeitura tem um desafio: remover e reassentar 80 famílias que ocupam áreas públicas cedidas em comodato há 20 anos entre os bairros Batistão, Tijuca e Coophavila II.

 O primeiro grupo de removidos,201 famílias dos bairros Caiçara, Anahay e Caiobá, já estão morando em casas construídas pela Secretaria de Habitação nos bairros Santa Emilia e Caioba II. O projeto de urbanização é uma das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A previsão é de que sejam investidos R$ 17,1 milhões com intervenções em 31 bairros e vilas  da região do Lagoa. 

  Nesse grupo de famílias ribeirinhas remanescentes há situações como o de dona  Vicentina Gomes que há 10 anos comprou o “direito” de entrar na área e construiu a casa onde mora na Rua República Argentina no Bairro Tijuca 2.

  Casos como o de Paulo César Rodrigues, que diz ter investido R$ 350 mil para transformar uma área na Rua Restinga, Coophavila II , no “Recanto do Sossego” ,  um pesqueiro que há três anos tornou-se uma alternativa de lazer  aos finais de semana para os moradores da região.

  Outro comodatário, Elvidio de Oliveira, ainda está  pagando o empréstimo de R$ 5 mil que fez junto ao Credigente (linha de microcrédito da Prefeitura) para viabilizar sua fábrica de adubo orgânico e criação de frango caipira.

  Após tomar conhecimento  que com o   projeto de urbanização das margens do Lagoa  teria de deixar o comodato, deixou de lado a   a produção orgânica e hoje o mato viceja onde antes havia canteiros de flores e verduras.

  Ele “prova”  o que fala mostrando um álbum de fotografias, além de cópias de jornais antigos , registros das transformações porque passou a área onde está há 23 anos. Elvidio chegou a ser  personagem de uma peça publicitária  na qual a Prefeitura o mostrou como exemplo de empreendedor que aplicou de forma eficiente os recursos que emprestou da linha de microcrédito Credigente.


  No traçado da avenida que está sendo aberta às margens do Córrego Lagoa, com 10 quilômetros de extensão,  ligando a Avenida Duque Caxias  à Edgar Lopes de Faria , a   Prefeitura tem um desafio: remover e reassentar 80 famílias que ocupam áreas públicas cedidas em comodato há 20 anos entre os bairros Batistão, Tijuca e Coophavila II.

  O primeiro grupo de removidos,201 famílias dos bairros Caiçara, Anahay e Caiobá, já estão morando em casas construídas pela Secretaria de Habitação nos bairros Santa Emilia e Caioba II.

 O projeto de urbanização é uma das obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). A previsão é de que sejam investidos R$ 17,1 milhões com intervenções em 31 bairros e vilas  da região do Lagoa. 

  Nesse grupo de famílias ribeirinhas remanescentes há situações como o de dona  Vicentina Gomes que há 10 anos comprou o “direito” de entrar na área e construiu a casa onde mora na Rua República
 Argentina no Bairro Tijuca 2. Casos como o de Paulo César Rodrigues, que diz ter investido R$ 350 mil para transformar uma área na Rua Restinga, Coophavila II , no “Recanto do Sossego” ,  um pesqueiro que há três anos tornou-se uma alternativa de lazer  aos finais de semana para os moradores da região.

  Outro comodatário, Elvidio de Oliveira, ainda está  pagando o empréstimo de R$ 5 mil que fez junto ao Credigente (linha de microcrédito da Prefeitura) para viabilizar sua fábrica de adubo orgânico e criação de frango caipira.

  Após tomar conhecimento  que com o   projeto de urbanização das margens do Lagoa  teria de deixar o comodato, deixou de lado a   a produção orgânica e hoje o mato viceja onde antes havia canteiros de flores e verduras. Ele “prova”  o que fala mostrando um álbum de fotografias, além de cópias de jornais antigos , registros das transformações porque passou a área onde está há 23 anos.

  Elvidio chegou a ser  personagem de uma peça publicitária  na qual a Prefeitura o mostrou como exemplo de empreendedor que aplicou de forma eficiente os recursos que emprestou da linha de microcrédito Credigente.

 


Prazo de remoção termina amanhã


Na segunda-feira, dia 5, vence  os  10 dias  de prazo para que todas as famílias deixem as áreas, conforme notificação expedida no último dia 25 pela Agência Municipal de Habitação.

  “O pessoal da Agência recomendou que a gente alugue casa e espere até janeiro quando deve ficar pronto o conjunto onde receberemos uma casa “, informa Cícero Soares, carroceiro que em 20 anos transformou uma área que antes era um brejo nos fundos da Coophavila 2,  no “Recanto dos Rezende”, uma autêntica chácara com direito a porteira e placa talhada em madeira, onde plantou um amplo pomar, cria galinha e construiu uma represa para piscicultura. Recentemente Cícero gastou R$ 18 mil na reforma e ampliação da casa.

  “Como trocar isto aqui, uma área de 2 hectares, onde planto, crio galinha e meu cavalo pasta, para uma casa de duas peças num conjunto da Emha?”, questiona, embora esteja resignado com o inevitável: onde  foi seu endereço nos últimos 20 anos, abrirá caminho para uma avenida. Quem fez uma aposta de risco e agora vai  ficar no prejuízo é Paulo César Rodrigues, que há três anos comprou o “direito” do antigo comodatário e transformou a área num pesqueiro com toda estrutura.

  “A Prefeitura  sempre soube do que está sendo feito aqui. Conseguimos licença do Ibama e da Secretaria de Meio Ambiente para criação de alevinos”, informa Kelly Rodrigues,irmão de Paulo César que há três semanas não abriu o pesqueiro para o público.  “Consultamos advogados e eles disseram que não temos chances na Justiça, o máximo que  podemos  conseguir é uma indenização sobre a área construída, nada mais”, admite Kelly.

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