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Papa é a favor do uso de contraceptivos durante epidemia de zika

Francisco disse que há diferença moral entre aborto e prevenção de gravidez.

18 fevereiro 2016 - 15h52Da redação
Divulgação
O FLOR DA MATA - NOTICIAS

O Papa Francisco se posicionou favorável a utilização de métodos contraceptivos, como preservativos e a pílula anticoncepcional, para mulheres ameaçadas pela epidemia do zika vírus. No entanto, pediu para que não realizem abortos. 

Hoje (18), enquanto retornava do México, o Papa afirmou que aborto é "crime", mas a contracepção é uma medida preventiva.

"O aborto não é uma questão qualquer, é um crime. Evitar uma gravidez não é um mal absoluto", disse Francisco à imprensa.

Preocupação

O zika vírus pode estar relacionado ao aumento de casos de microcefalia em bebês, no Brasil. Papa Francisco ressaltou que há uma diferença moral clara entre abortar e prevenir uma gravidez. Ele citou o Papa Paulo VI (1963-1978), que autorizou de forma excepcional o uso da pílula a religiosas do Congo que temiam ser estupradas por grupos armados do país.

"Não se deve confundir o mal que representa evitar uma gravidez com o aborto. O aborto não é um problema teológico. Matar uma pessoa para salvar outra é uma maldade humana, não um mal religioso", explica.

O Papa ainda fez um apelo:

"Peço aos médicos que façam de tudo para descobrir as vacinas contra esses mosquitos. Que se trabalhe para isso", disse.

Discussão sobre o aborto

O risco de microcefalia reacendeu o debate sobre aborto em todo o mundo. No início deste mês, a ONU (Organização das Nações Unidas) pediu que países afetados pela epidemia garantam o acesso a contraceptivos e ao aborto. 

"As leis e as políticas que restringem acesso a esses serviços devem ser urgentemente revistas em consonância com os direitos humanos, a fim de garantir na prática o direito à saúde para todos”, declarou a organização.

A organização não governamental Católicas pelo Direito de Decidir, que milita pela descriminalização do aborto no país, lançou um manifesto em defesa do direito da mulher interromper a gestação se for contaminada pelo vírus zika. Como o diagnóstico da microcefalia só ocorre por volta do 7º mês, quando o procedimento se torna inviável, a ONG defende que as grávidas diagnosticadas com zika possam fazer o aborto.

O movimento planeja apresentar uma ação no Supremo Tribunal Federal para que, entre outros serviços, o Estado garanta o acesso ao aborto no caso de zika. O pedido que será levado à Corte, e focará também no difícil acesso a políticas de planejamento familiar e na melhoria dos serviços voltados a saúde da mulher.

 

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