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Arte

Oficina traz técnicas inovadoras de reciclagem para arte-educação

1 agosto 2009 - 12h37
Divulgação
Fort  Atacadista - 21 ANOS

  aliadas ao carisma e a disposição de socializar o conhecimento. As peças em exposição e a oficina ministrada na última quinta-feira (30) no EcoEspaço agradaram em cheio pessoas dispostas a aprender ou aperfeiçoar as opções de fazer arte e, ao mesmo tempo, contribuir com o meio ambiente. Mesmo os leigos, nunca mais verão para aquela garrafa vazia de Coca-cola com os olhos de antes.

   Para quem visitou o espaço de maior apelo ecológico do FestIn, foi impossível não experimentar as poltronas e pufes de garrafas transparentes, ajustadas por meio da técnica de parafusagem usada por Eduardo. “Aguentam mais de 200 quilos”, garante o artista. Outra criação do casal, as redes coloridas também chamam a atenção. Duas peças trazidas para o Festival são decorativas, mas é possível fazer redes para usar mesmo, garante Rudi.

   Bolsas, luminárias, objetos de mesa e outras amostras da arte que Eduardo e Rudi produzem e ensinam por meio do Projeto Ecoss - Ecologia Comunitária Orientadora de Serviços Seletivos – também despertaram o interesse e fizeram a alegria de quem pretende aperfeiçoar o trabalho com as garrafas PET. Os efeitos visuais belíssimos são conseguidos com a associação dos recortes e montagem à pirogravura. Usando o pirógrafo – instrumento de ponta incandescente – Rudi ensina a fazer tramas, desenhos, recortes e uma infinidade de detalhes que dão toques mais que especiais às peças.

   Na oficina, os cerca de 20 alunos aprenderam que para fazer a arte, é preciso um cuidado com as garrafas desde a coleta, para não ter riscos ou outros danos. O rótulo é retirado na hora do trabalho, e até para limpar a cola tem um jeitinho cuidadoso. Isso mantém a aparência de nova da matéria-prima.

   Formada em artes plásticas e professora na Escola Estadual Bonifácio Camargo Gomes, Maria Osméria Gouveia Simões tratou de garantir a vaga na oficina assim que soube da vinda dos artistas.  Ela que já trabalhou com as PETs fazendo pequenas oficinas de brinquedo e decoração para uma festa da primavera, quer aperfeiçoar as técnicas e fazer com que as crianças coloquem a mão na massa. “Quando o aluno mesmo faz, ele se sente responsável, e não destrói”, avalia a arte- educadora.

   Em Tinguá, no Estado do Rio de Janeiro, onde têm a base do projeto, Eduardo e Rudi trabalham com dezenas de cooperativas de catadores. A partir da proposta dos artistas plásticos, a coleta seletiva ganhou um olhar diferente e mais valorizado que o simples recolhimento para reciclagem e reaproveitamento pela própria indústria. “Minha satisfação é ver que hoje as pessoas valorizam o material. Já fizemos cama, berços, estantes, cadeirinhas escolares infantis e até um conjunto de 80 poltronas para um teatro universitário”, orgulha-se Eduardo. “Hoje, dá pra se fazer o que quiser com a garrafa. Tudo é possível, e, se ainda não for, a gente faz com que seja”.

   No Festival de Inverno, o casal não só traz, como também busca conhecimento. Eduardo diz que a todo lugar que vai, procura saber o que a comunidade faz pelo meio ambiente, conhecer os projetos locais e agregar informações aos seus próprios projetos.
 
   Para quem quer conhecer mais do trabalho, vale uma visita ao EcoEspaço, montado no Salão Acácia Branca, na Rua Senador Filinto Muller, a duas quadras da Avenida Pilad Rebuá.

 

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