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Na Venezuela, Plano de segurança garante atendimento policial em 5 min

29 janeiro 2014 - 16h17
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Cassems

Um novo sistema de segurança entrou hoje (29) em funcionamento na região metropolitana da capital da Venezuela, Caracas. A região foi dividida em 158 quadrantes, que receberão o chamado patrulhamento inteligente. O plano promete atender chamadas telefônicas em até cinco minutos e faz parte das estratégias contra a criminalidade e a violência.

O ministro de Relações Interiores, Justiça e Paz, Miguel Rodríguez Torres, informou que a Guarda Nacional Bolivariana e a polícia dos municípios da região farão parte do sistema. O patrulhamento inteligente faz parte de um plano de segurança desenhado para proteger os cidadãos e reduzir os índices de criminalidade em todo o país. Isso inclui o uso de equipamentos de última geração, como rádios, veículos e motocicletas, para que os efetivos de segurança exerçam o patrulhamento durante as 24 horas do dia, em turnos de oito horas.

Além disso, o sistema põe à disposição dos cidadãos números telefênicos que correspondem a cada quadrante, pelos quais pode-se manter informação com direta com os responsáveis pela segurança na área e assim comunicar qualquer emergência ou irregularidade que se ocorra em sua zona de residência.

 Segundo o ministro, também houve ampliação na central de atendimento para monitorar as chamadas de emergência. "Quando um cidadão estiver em um desses quadrantes definidos, ele só terá que fazer uma ligação para ser atendido em menos de cinco minutos”, disse Rodríguez. De acordo com ele, os guardas usarão motos para se deslocar e terão GPS em seus aparelhos celulares.

O novo plano de segurança pública vem sendo formulado pelo governo federal desde a primeira quinzena de janeiro. Após o assassinato da atriz e ex-miss venezuelana Mônica Spear, de 29 anos, e de seu marido, assaltados em uma rodovia venezuelana, houve uma série de protestos em Caracas e em outras regiões do país. Com indignação, a população foi às ruas para pedir mais segurança e o governo reagiu. Só no ano passado, foram registrados 24,6 mil assassinatos no país, mais que o dobro do número de homicídios ocorridos dez anos atrás, segundo dados oficiais.

O ministro Rodríguez também disse que a quantidade de policiais nas ruas do país é suficiente para a execução do plano de segurança. De acodor com ele, a Venezuela tem 103 mil policiais, média de 4,4 efetivos para cada mil habitantes. “Com esta proporção, estamos dentro padrão mundial recomendado”, afirmou.

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