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Nacional

Mulheres aglomeram-se em presídio para ver se maridos ainda vivem

8 janeiro 2014 - 11h41
O Complexo Prisional de Pedrinhas, em São Luís, passou a ser comparado a um açougue. É que a morte por ali virou rotina. Em 2013, foram 60 homicídios. Na porta das unidades, as mulheres dos presos se aglomeram para saber se seus maridos e filhos continuam vivos. O medo é que virem mais um dos corpos exibidos em carnificinas filmadas com celular pelos presos.
 
Hoje, o complexo tem 2.196 detentos, 426 a mais do que sua capacidade permite. "Isso aqui vai explodir logo, logo", diz J., de 40 anos, mulher de um dos detentos. "Ele não é de facção nenhuma, como muitos aí dentro, mas pode morrer a qualquer momento."
 
Do outro lado da rua, em outra penitenciária do sistema, a Tropa de Choque é um sinal de que J. pode ter razão. A força policial passou a atuar no local desde que a crise da segurança estourou novamente, logo no começo do mês.
 
"Nós estamos fazendo revistas e o trabalho de polícia. O resto continua com os agentes penitenciários", explica o tenente-coronel Raimundo Sá, da Tropa de Choque.
 
 
Apesar das revistas constantes, a polícia sempre acaba encontrando armas e celulares em posse de criminosos das duas facções rivais, o Primeiro Comando do Maranhão (PCM) e o Bonde dos 40.

 

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