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Relações Internacionais

Movimento Passe Livre exporta 'know how' de protestos para o México, diz jornal

20 dezembro 2013 - 10h11
Um dos protestos que ocorreram em SP em Junho
Um dos protestos que ocorreram em SP em Junho
A recente onda de protestos contra o aumento da passagem do metrô na Cidade do México está sendo organizada com auxílio de sete jovens brasileiros, integrantes do Movimento Passe Livre, segundo um documento do governo obtido pelo jornal mexicano "El Universal".
 
Na sexta, as tarifas subiram de 3 pesos mexicanos (R$ 0,54), preço vigente desde 2010, para 5 pesos (R$ 0,91).
 
O governo promete, com o dinheiro adicional, comprar novos trens e melhorar o serviço. Ressalta ainda que o novo preço não eliminará o subsídio às tarifas, cujo valor real seria de 10,50 pesos (R$ 1,90).
 
As explicações, porém, não aplacaram a insatisfação popular. Os mexicanos se queixam do alto custo do transporte em relação ao salário mínimo na cidade, de 64,76 pesos por dia (R$ 11,73).
 
Desde a manhã do primeiro dia com tarifas reajustadas, a Folha presenciou protestos em diversas estações -tanto no centro histórico quanto em bairros afastados.
 
Grupos de jovens, alguns com cartazes e megafones, ficavam ao redor das catracas e estimulavam os passageiros a não pagar pelo transporte.
 
A principal bandeira é o salto da catraca -que dá nome ao movimento: #PosMeSalto (por isso, salto). Havia ainda quem segurasse as catracas e sugerisse que o maior número de pessoas passasse. Apesar da forte presença de policiais, não havia conflito.
 
Os manifestantes fizeram marchas nas ruas, como nos atos de junho de São Paulo.
 
Na semana passada, a página do MPL numa rede social estampou mensagens de apoio aos mexicanos. Havia até postagens em espanhol com lemas do grupo, como "por uma vida sem catracas".
 
Entre os brasileiros no México, o jornal "El Universal" identificou Caio Martins Ferreira, aluno de história da USP e um dos líderes do MPL.
 
Em resposta à reportagem, o #PosMeSalto afirmou que "as organizações que são próximas dos ativistas brasileiros têm o direito de buscar assessoria com eles".
 
Procurado pela Folha, o MPL não se manifestou.
 
O metrô da Cidade do México leva 5,3 milhões de usuários por dia em suas 12 linhas.
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