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Debate

Movimento acredita na redução de jornada para 40 horas neste ano eleitoral

7 janeiro 2014 - 11h21
O movimento sindical acredita na redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, este ano. O fato de ser ano eleitoral vai colaborar para acelerar o processo de aprovação dessa proposta, que é uma das principais bandeiras do sindicalismo brasileiro, afirma Idelmar da Mota Lima, presidente da Força Sindical Regional Mato Grosso do Sul e presidente da Federação dos Trabalhadores no Comércio e Serviços de Mato Grosso do Sul – Fetracom/MS.
 
Outro importante fator que sustenta essa mudança no mercado de trabalho, segundo Idelmar, diz respeito à evolução das formas de produção. “Hoje um profissional produz muito mais em quase todos os setores do que os mesmos profissionais de anos atrás. Isto se deve principalmente aos avanços tecnológicos que permitem produções mais rápidas e de qualidade”, afirmou no sindicalista.
 
Aproveitando o ano de eleição, o movimento sindical, encabeçado pelas centrais sindicais, confederações e federações de trabalhadores, vai pressionar a classe política para aprovar a redução da jornada. “Aqui em Mato Grosso do Sul e também no Congresso Nacional, vamos pressionar nossos senadores e deputados federais para alcançarmos esse objetivo antes das eleições de outubro”, afirmou Idelmar. Ele pede para os sindicalistas do Estado para que façam pressão aos seus parlamentares. “Se todos fizerem assim, em todos os Estados, essa matéria entra logo em pauta e certamente será aprovado”, afirma.
 
Dados técnicos
 
Em nota técnica, o Dieese levanta dezenas de argumentos que mostram a viabilidade e a urgência da redução da jornada. Os principais são os seguintes: os salários no Brasil são baixíssimos com relação a outros países; é falsa a informação que os encargos trabalhistas custam mensalmente para a empresa quase um salário a mais do trabalhador; o peso dos salários no custo da produção é baixo no Brasil, em torno de 22%, e uma redução de 9,09% ma jornada (de 44 para 40 horas) representaria um custo de apenas 1, 99% na produção.
 
Os benefícios da redução da jornada, pelo contrário, serão enormes. A proposta tem potencial para gerar 2,5 milhões de empregos. A redução também possibilitará aos trabalhadores dedicar mais tempo à família, estudo, lazer e descanso, melhorando sua qualidade de vida. A combinação desses fatores tem o potencial de gerar um ciclo virtuoso de melhor qualificação de trabalhadores, aumento da renda do trabalho, aumento da competitividade de nossos produtos e crescimento econômico com distribuição de renda.
 
O presidente nacional da Força Sindical, Miguel Torres, afirmou esta semana que o sindicalismo brasileiro vai enfrentar grandes desafios  em 2014. Além desse, de buscar a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, será a luta pela manutenção da  unidade de ação num ano marcado pelas eleições gerais.
 
“Entendemos que os interesses partidários não poderão ultrapassar os interesses dos trabalhadores, para impedir a divisão do movimento sindical. Só assim será mantido o protagonismo das Centrais Sindicais tendo em vista a luta para emplacar a Agenda Unitária da Classe Trabalhadora e por um país mais justo”, afirmou.
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