03 de março de 2021 Grupo Feitosa de Comunicação
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Morre Antônio Morais dos Santos, o amigo dos pobres

Pecuarista Antônio Morais dos Santos, aos 92 anos foi vítima de parada cardíaca
Pecuarista Antônio Morais dos Santos, aos 92 anos foi vítima de parada cardíaca - Divulgação
Nasceu em Prata (MG) e casou com Delurce Souza Moraes. Em 1947 veio para Mato Grosso, tornou-se vendedor de títulos da Prudência Capitalização e atuou como inspetor fiscal. Entrou no comércio e desenvolveu atividades com máquinas de arroz, armazém de secos e molhados e atividades pecuárias.
 
Em 1954 elegeu-se prefeito de Dourados pela UDN. Entre 1957 e 1962 foi presidente do Banco Agrícola de Dourados, e tornou-se vice-presidente do Banco Financial de Mato Grosso S.A. Em 1958 foi eleito deputado estadual, e mudou-se para Presidente Prudente (SP) após o mandato. Veio para Campo Gande em 1976.
 
Um fato marcou sua vida, quando por volta de 1954 foi testemunha de uma tragédia no Rio Dourados. Não havia ponte. Pessoas e veículos eram transladados em pequena balsa. A ponte ruiu, matando diversas pessoas. Por conta disso, mandou construir com seus próprios recursos uma outra com mais de 80 m de extensão.
 
Doações milionárias - Em Campo Grande, Antônio Moraes financiou novos centros de tratamento intensivos da Santa Casa, promovendo a doação de mais de R$ 2 milhões.
A filial do Hospital do Câncer de Barretos, referência nacional no tratamento contra a doença, é outra obra financiada pelo pecuarista. O “Instituto de Prevenção Antônio Morais dos Santos” abriu as portas em agosto deste ano na Capital, e conta com uma unidade móvel. Localizado na Avenida Thirson de Almeyda, no Bairro Aero Rancho, foi erguida com a doação de R$ 12 milhões desembolsada pelo pecuarista. O instituto tem capacidade para fazer oito mil procedimentos por mês. Em 2010, doou R$ 15 milhões para o Hospital do Câncer de Campo Grande, administrado pela Fundação Carmem Prudente. Passado um ano, ele desistiu do projeto. A principal exigência não atendida pela direção foi a garantia de que o prédio não pudesse ser usado para outra finalidade, nem vendido ou penhorado.
Fez diversas outras ações sociais na cidade, dentre as quais estão a doação de uma ambulância com UTI para o Asilo São João Bosco. Construiu um prédio de dois andares no Educandário Maria Edwirges, e ajudou na construção da nova sede da AACC. Ainda, reformou a ala masculina do Asilo São João Bosco e a creche Santa Fé. Da Câmara Municipal de Campo Grande, acabou por receber o título de Cidadão Campo-Grandense.
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